Candidatos à senador e à acenador  – Coluna do Gutierrez

O fato político de que Confúcio Moura (MDB) não teria alternativa a não ser disputar uma vaga de deputado federal ao invés do Senado, como pretende, até porque renunciou ao cargo de governador para isso, foi inspirador para muita gente que se lançou pré-candidato ao Senado em Rondônia nos últimos dias, de olho em uma das duas vagas. 

Concorrentes 

Jesualdo Pires (PSB), independente do que pretendia Confúcio Moura, renunciou ao cargo de prefeito para ser candidato ao Senado; Marco Rogério (DEM) que tem uma reeleição de deputado federal praticamente garantida é  nome do Dem ao Senado; Carlos Magno (PP), aliado de Cassol, cuja memória, graças a Deus, foi recuperada, quer sentar onde a Fátima Cleide sentava, apesar de que, Fátima Cleide (PT), sonha voltar ao Senado e se tornar não só a primeira mulher a ocupar esse cargo em Rondônia com a de conseguir uma nova eleição; além de Aluízio Vidal (Rede), que já foi candidato uma vez ao Senado mas não consegue atravessar a ponte do Candeias a procura de votos; e por último, Valdir Raupp de Matos (MDB-RO) que tentará reeleição. 

Rejeição dividida 

Não é novidade que o senador Valdir Raupp (MDB) tem um grau de rejeição significante. O que os demais pretendentes ao cargo de Senado quem têm um certo perfil de segundo voto vão conseguir, é dividir entre si os votos da rejeição tornando Valdir o segundo maior dedo da mão, isso porque o maior dedo, ou seja, o mais votado sairá entre os novos concorrentes de Valdir e Fátima Cleide, a não ser que Fátima saia a deputada federal. 

Rota de colisão 

Às vésperas das convenções partidárias, percebo que alguns nomes lançados a pré-candidato ao Senado estão querendo valorizar o passe, embriagados pela vaidade da mosca azul da política, ou simplesmente, em roda de colisão, ao estilo Velozes e Furiosos, para ver quem abre espaço para o outro passar. 

Armadilha 

Isso tudo está acontecendo porque Confúcio Moura (MDB) é considerado carta fora do baralho como candidato ao Senado. Até porque, para o MDB Nacional, mais importante do que ter um senador neste momento em que o partido perderá muitas cadeiras na Câmara Federal, é eleger deputado federal. Confúcio como candidato a deputado federal em Rondônia pode ajudar ao MDB a fazer até meia bancada. O que estou dizendo com isso é que, se Confúcio tentar recorrer ao diretório nacional para assegurar uma vaga de candidato ao Senado, o presidente nacional poderá fazer ouvidos de mercador.  

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