Japonês só foi eleito porque teve dois candidatos apenas – Coluna do Gutierrez

Não foi o apoio de caciques da Política de Rondônia,  como o de Cassol e Cia, que levaram ao Eduardo Japonês (PV) vencer a eleição suplementar para prefeito da cidade de Vilhena. Japonês venceu a adversária Rosani Donadon (MDB) porque estava baleada e sangrou muito.
Vou desenhar a cena: Dois boxeadores no ringue. Um deles se recuperando de uma fratura nas pernas e uma contusão grave no ombro e o punho machucado. Quem você acha que ganharia essa luta? – a resposta lógica seria, aquele que está em plena forma física sem nenhuma contusão.

Independente da hegemonia digna de estudos para defesa de tese que a Família Donadon detém no Cone Sul de Rondônia, mesmo diante de tantos processos, tendo a corrupção como pano de fundo que já rederam prisões e escândalos políticos ao clã, Rosani Donadon foi cassada na condição de prefeita-eleita em pleno exercício do poder e que havia vencido o Japonês em 2016. Mesmo assim saiu candidata a prefeita para reconquistar o cargo com mais um agravante: a Justiça Eleitoral entendeu que os votos dela seriam anulados!

Ora bolas, mesmo diante de tudo isso esta senhora Donadon obteve 15.933 votos, contra 21.520 votos do Japonês num universo eleitoral de 58.798 eleitores, sendo que quase 15 mil eleitores não foram votar, 1.520 pessoas votaram em branco e outros 4.941 anularam o voto.

Olha que curioso: a soma dos votos nulos, brancos e a abstenção totalizam  21.265. Isso pode não dizer nada, mas revela que um terceiro candidato na disputa poderia faria de Rosane Donadon prefeita-eleita de novo! Não por conta dos 21 mil votos que não aconteceram, mas porque no universo de 21 mil votos que o Japonês obteve, poderia ser dividido com outro candidato porque os votos que são da Rosani Donadon, continuariam com ela!

Transferir voto não é tarefa fácil. Se assim fosse o Cassol teria elegido a mulher, a irmã e ex-mulher do pai dele, o papagaio, periquito e até anta mansinha que mora na reserva da fazenda dele se fossem candidatos. No entanto, levou uma peia do Confúcio há quatro anos, porque resolveu fazer ‘masturbação política’. Agora estão dizendo que Cassol elegeu o Eduardo Japonês! Isso é um afronto à inteligência do eleitor.
Japonês foi eleito por circunstâncias, mesmo que traga com ele a imagem do novo, um etiqueta de honestidade, o sentimento de alguma mudança e, pasmem: as coisas têm que acontecer em dois anos, quando terminam o mandato dele.

Se me disserem que todo o apoio político dado a ele ajudou, eu diria que redundou o que já estava escrito, mas isso não foi tudo, foram as circunstâncias de uma eleição com apenas dois candidatos.
Compreenda: não estou defendendo Rosani Donadon, mas dando o referido peso político a cada um desses personagens.

 

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