Presidente do conselho de administração da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn foi preso nesta segunda-feira no Japão sob suspeita de violações financeiras. A suspeita é de que o executivo de 64 anos tenha fraudado informações sobre suas receitas. A Nissan já divulgou que vai demiti-lo.
A Nissan divulgou comunicado dizendo que conduziu uma investigação interna nos últimos meses sobre a conduta do executivo e do diretor Greg Kelly. “A investigação mostrou que durante muitos anos Ghosn e Kelly reportaram valores de compensação nos relatórios da Bolsa de Valores de Tóquio menores que os reais”, disse a montadora, de acordo com jornal The Japan Times. Há ainda indícios de que Ghosn tenha usado bens da companhia em benefício próprio. Investigadores de Tóquio fizeram buscas na sede da companhia.
A Nissan afirma que seu CEO, Hiroto Saikawa, vai propor ao conselho de administração da companhia a imediata retirada de Ghosn dos cargos de presidente e diretor da montadora, assim como de Kelly do cargo de diretor. ” A Nissan lamenta profundamente por ter causado preocupação a nossos acionistas e stakeholders”, disse a montadora em nota reproduzida pelo The Japan Times.
Capa do jornal japonês Yomiuri Shimbun
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