{"id":15159,"date":"2017-09-04T15:01:03","date_gmt":"2017-09-04T19:01:03","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=15159"},"modified":"2017-09-04T15:01:03","modified_gmt":"2017-09-04T19:01:03","slug":"mortos-durante-a-ditadura-31-militantes-serao-homenageados-em-cemiterio-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2017\/09\/04\/mortos-durante-a-ditadura-31-militantes-serao-homenageados-em-cemiterio-em-sp\/","title":{"rendered":"Mortos durante a ditadura, 31 militantes ser\u00e3o homenageados em cemit\u00e9rio em SP"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"node-info\">ABr &#8211; Trinta e um militantes pol\u00edticos mortos durante o per\u00edodo da ditadura militar no Brasil ser\u00e3o homenageados com uma placa de mem\u00f3ria que ser\u00e1 instalada na tarde de hoje (4) no Cemit\u00e9rio de Perus, em S\u00e3o Paulo. Esta ser\u00e1 a primeira de tr\u00eas cerim\u00f4nias de inaugura\u00e7\u00e3o de placas de mem\u00f3ria que v\u00e3o homenagear, no total, 53 v\u00edtimas da ditadura em S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m do cemit\u00e9rio de Perus, tamb\u00e9m ser\u00e3o instaladas placas de mem\u00f3ria nos cemit\u00e9rios de Campo Grande e da Vila Formosa.<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<p>A homenagem \u00e9 promovida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e pelo Servi\u00e7o Funer\u00e1rio do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m das placas, tamb\u00e9m ser\u00e1 plantado um ip\u00ea em homenagem a cada um dos presos pol\u00edticos mortos durante a ditadura.<\/p>\n<p><strong>Placas<\/strong><\/p>\n<p>No cemit\u00e9rio da Vila Formosa, na zona leste da capital, haver\u00e1 uma placa lembrando os 19 presos pol\u00edticos que foram mortos durante a ditadura e enterrados no local. No cemit\u00e9rio Campo Grande, na zona sul, ser\u00e3o homenageados mais tr\u00eas presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Mesmo que grande parte dos restos mortais desses militantes jamais tenham sido identificados, a homenagem ser\u00e1 realizada tendo como base documentos encontrados no pr\u00f3prio cemit\u00e9rio ou registros achados pelos familiares ou pelas comiss\u00f5es de mortos e desaparecidos que atestam que eles foram sepultados nesses locais.<\/p>\n<p><strong>Vala<\/strong><\/p>\n<p>A vala clandestina de Perus foi aberta em setembro de 1990 durante a gest\u00e3o de Luiza Erundina na prefeitura paulistana. No local foram encontradas 1.049 ossadas sem identifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de esquadr\u00f5es da morte, indigentes e de presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a prefeitura determinou a apura\u00e7\u00e3o dos fatos e fez um conv\u00eanio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para a identifica\u00e7\u00e3o das ossadas. Os trabalhos na Unicamp conseguiram identificar apenas 12 pessoas. O trabalho foi interrompido e, em 2002, as ossadas foram levadas para o Cemit\u00e9rio do Ara\u00e7\u00e1, na capital paulista, sob responsabilidade da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Em 2014, uma parceria da Secretaria Especial de Direitos Humanos \u2013 hoje, Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos\u00a0 \u2013, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) permitiu a retomada do trabalho de identifica\u00e7\u00e3o dos restos mortais resgatados da vala clandestina.<\/p>\n<p><strong>Letra T<\/strong><\/p>\n<p>Em 2014, em audi\u00eancia p\u00fablica realizada da Comiss\u00e3o da Verdade Estadual na Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, o administrador do Cemit\u00e9rio de Perus entre os anos de 1976 e 1992, Antonio Pires Eust\u00e1quio, falou que uma letra T, grafada em vermelho na declara\u00e7\u00e3o de \u00f3bito, servia para identificar os corpos dos militantes de esquerda que foram mortos durante a ditadura militar e que eram enterrados como indigentes no cemit\u00e9rio de Perus.<\/p>\n<p>\u201cAs declara\u00e7\u00f5es de \u00f3bito tinha informa\u00e7\u00f5es m\u00ednimas [sobre os corpos dos indigentes]. Normalmente tinha uma letra &#8220;T&#8221;, vermelha, que caracteriza hoje o que seriam os &#8216;terroristas&#8217;\u201d, disse Eust\u00e1quio na audi\u00eancia.<br \/>\n<strong>Lista dos homenageados, segundo informa\u00e7\u00f5es da Secretaria Municipal de Direitos Humanos:<\/strong><\/p>\n<p>CEMIT\u00c9RIO DOM BOSCO \u2013 PERUS<\/p>\n<p>JOAQUIM ALENCAR SEIXAS<br \/>\n(17\/04\/1971)<br \/>\nMilitante do Movimento Revolucion\u00e1rio Tiradentes (MRT), morreu sob tortura nas depend\u00eancias do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00e3o &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi\/SP), ent\u00e3o comandado pelo major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Foi o primeiro militante pol\u00edtico enterrado como indigente no \u00e0 \u00e9poca rec\u00e9m-inaugurado cemit\u00e9rio Dom Bosco, em Perus. Seus restos mortais foram exumados em 1977, identificados e trasladados pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>DIMAS ANT\u00d4NIO CASEMIRO<br \/>\n(17 a 19\/04\/1971)<br \/>\nMilitante da\u00a0 Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares (VAR-Palmares), foi tamb\u00e9m dirigente do MRT, tendo sido morto aos 25 anos de idade depois de dias preso e apresentando sinais de tortura. Segundo laudo do Instituto M\u00e9dico-Legal (IML), seu corpo foi enterrado no dia 20 de abril de 1971, no cemit\u00e9rio de Perus, mas jamais localizado e identificado. \u00c9 prov\u00e1vel que esteja entre as ossadas encontradas na vala clandestina.<\/p>\n<p>D\u00caNIS CASEMIRO<br \/>\n(18\/05\/1971)<br \/>\nMilitante da Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria (VPR), irm\u00e3o de Dimas Casemiro, foi sequestrado e submetido a torturas por quase um m\u00eas, morrendo aos 28 anos de idade, em meio a vers\u00f5es, datas e registros falsos, forjados pela ditadura militar. Enterrado no cemit\u00e9rio de Perus, seus restos mortais foram resgatados da vala clandestina em setembro de 1990 e identificados no ano seguinte. O corpo foi trasladado em agosto de 1991 para Votuporanga (SP) pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>ANT\u00d4NIO S\u00c9RGIO DE MATTOS<br \/>\n(23\/09\/1971)<br \/>\nEstudante, 23 anos, foi assassinado numa emboscada na Rua Jo\u00e3o Moura, na capital, e enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus. Quatro anos depois, em 1975, a fam\u00edlia conseguiu resgatar seus restos mortais e traslad\u00e1-los para Maca\u00e9 (RJ).<br \/>\nEstudante do curso de ci\u00eancias sociais da USP, militante do Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Popular (Molipo), foi morto sob tortura depois de ferido numa emboscada e enterrado no cemit\u00e9rio de Perus, sob o nome falso de D\u00e1rio Marcondes. Seus restos mortais foram jogados na vala de Perus e nunca identificados.<\/p>\n<p>JOS\u00c9 ROBERTO ARANTES DE ALMEIDA<br \/>\n(04\/11\/1971)<br \/>\nMilitante do Molipo, estudante, foi preso aos 28 anos na Rua Cervantes e assassinado pelos militares. Sua morte foi noticiada pelos jornais somente no dia 9 de novembro e a fam\u00edlia foi comunicada depois de o corpo ter sido enterrado como indigente no Cemit\u00e9rio Dom Bosco, em Perus, sob a falsa identifica\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Carlos Pires de Andrade. Foi exumado e trasladado pela fam\u00edlia para Araraquara (SP) em novembro de 1971<\/p>\n<p>FRANCISCO JOS\u00c9 DE OLIVEIRA<br \/>\n(05\/11\/1971)<br \/>\nEstudante do curso de ci\u00eancias sociais da USP, militante do Molipo, foi morto sob torturas depois de ferido numa emboscada e enterrado no cemit\u00e9rio de Perus, sob o nome falso de D\u00e1rio Marcondes. Seus restos mortais foram jogados na vala de Perus e nunca identificados.<\/p>\n<p>FL\u00c1VIO CARVALHO MOLINA<br \/>\n(07\/11\/1971)<br \/>\nEstudante, militante do Molipo, foi sequestrado em 6 de novembro de 1971 e assassinado um dia depois, sob tortura, pelos agentes do DOI-Codi\/SP. Foi sepultado sob o nome falso de \u00c1lvaro Lopes Peralta no dia 09 de novembro 11 e levado para a vala clandestina em 1976. Seus restos foram identificados em setembro de 2005, entregues \u00e0 fam\u00edlia e trasladados para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<div class=\"know_more\">\n<h3>Saiba Mais<\/h3>\n<ul class=\"field-items\">\n<li class=\"field-item first last\"><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2017-09\/material-genetico-das-ossadas-de-presos-politicos-sera-analisado-no-exterior\">Material gen\u00e9tico de ossadas de presos pol\u00edticos ser\u00e1 analisado no exterior<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>JOS\u00c9 MILTON BARBOSA<br \/>\n(05\/12\/1971)<br \/>\nEx-sargento do Ex\u00e9rcito, cassado em 1964, morreu sob torturas depois de ferido em emboscada numa rua do bairro do Sumar\u00e9, em S\u00e3o Paulo. Foi sepultado como indigente sob nome falso de H\u00e9lio Jos\u00e9 da Silva, no cemit\u00e9rio de Perus, e at\u00e9 hoje seus restos mortais n\u00e3o foram localizados.<\/p>\n<p>LUIZ HIRATA<br \/>\n(20\/12\/1971)<br \/>\nEstudante de agronomia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), de Piracicaba, era militante da A\u00e7\u00e3o Popular (AP) e do Movimento de Oposi\u00e7\u00e3o Sindical Metal\u00fargica de S\u00e3o Paulo. Foi assassinado depois de quase um m\u00eas de torturas pela equipe do delegado Fleury. Enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus, seus restos mortais n\u00e3o foram identificados.<\/p>\n<p>HIROAKI TORIGOE<br \/>\n(05\/01\/1972)<br \/>\nMilitante do Molipo, estudante de medicina da Faculdade da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, foi assassinado aos 28 anos de idade, sob torturas, depois de ferido em a\u00e7\u00e3o da ditadura militar. Foi enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus sob o nome falso de Massahiro Nakamura. Mesmo depois de sucessivas exuma\u00e7\u00f5es, seus restos mortais nunca foram identificados.<\/p>\n<p>ALEX DE PAULA XAVIER PEREIRA<br \/>\n(20\/01\/1972)<br \/>\nEstudante, foi morto aos 22 anos sob tortura por agentes do DOI-Codi\/SP, apesar da vers\u00e3o oficial de tiroteio. Foi enterrado sob nome falso de Jo\u00e3o Maria de Freitas, no cemit\u00e9rio de Perus, localizado pelos familiares em 1979 e trasladado para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>GELSON REICHER<br \/>\n(20\/01\/1972)<br \/>\nAluno do curso de medicina da USP, militante da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), morreu na mesma a\u00e7\u00e3o que vitimou Alex Xavier, sob torturas, apesar da encena\u00e7\u00e3o oficial de tiroteio. Foi enterrado em Perus com o nome falso de Emiliano Sessa. Tempos depois, localizados pela fam\u00edlia, seus restos mortais foram trasladados para o cemit\u00e9rio Israelita do Butant\u00e3.<\/p>\n<p>GASTONE L\u00daCIA DE CARVALHO BELTR\u00c3O<br \/>\n(22\/01\/1971)<br \/>\nEstudante, foi assassinada aos 22 anos de idade por agentes da repress\u00e3o, sob torturas, apesar da vers\u00e3o oficial de tiroteio. Foi enterrada em Perus como indigente. Apenas em 1975 foi permitido \u00e0 fam\u00edlia o acesso aos seus restos mortais, trasladados para o jazigo da fam\u00edlia em Macei\u00f3 (AL).<\/p>\n<p>H\u00c9LCIO PEREIRA FORTES<br \/>\n(28\/01\/1972)<br \/>\nEstudante, militante da ALN, foi morto aos 24 anos de idade, sob torturas, apesar da vers\u00e3o oficial de tiroteio. Foi enterrado em Perus, \u00e0 revelia da fam\u00edlia que, anos depois, em 1975, conseguiu traslad\u00e1-lo para Ouro Preto (MG).<\/p>\n<p>FREDERICO EDUARDO MAYR<br \/>\n(24\/02\/1972)<br \/>\nEstudante universit\u00e1rio, militante do Molipo, foi assassinado sob tortura, conforme depoimentos de outros presos. Foi enterrado em Perus como indigente sob nome falso de Eug\u00eanio Magalh\u00e3es Sardinha, tendo depois sido removido para a vala clandestina e s\u00f3 identificado em 1992, quando a fam\u00edlia trasladou seus restos mortais para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>RUI OSVALDO AGUIAR PF\u00dcTZENREUTER<br \/>\n(14\/04\/1972)<br \/>\nJornalista, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sequestrado em S\u00e3o Paulo em 14 de abril de 1972, foi assassinado sob tortura no DOI-Codi\/SP, no dia seguinte, aos 29 anos. Era militante do Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio Trotskista (PORT) e foi sepultado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus. Depois de muito esfor\u00e7o, a fam\u00edlia conseguiu identificar os restos mortais e traslad\u00e1-lo para Santa Catarina.<\/p>\n<p>GRENALDO DE JESUS SILVA<br \/>\n(30\/05\/1972)<br \/>\nEx-marinheiro, foi executado no interior de um avi\u00e3o, no Aeroporto de Congonhas, por agentes da repress\u00e3o, que divulgaram a vers\u00e3o de que teria se suicidado. Foi enterrado como indigente em Perus no dia 1\u00ba de junho de 1972 e seus restos mortais ainda n\u00e3o foram identificados.<\/p>\n<p>IURI XAVIER PEREIRA<br \/>\n(14\/06\/1972)<br \/>\nEstudante, militante da ALN, foi ferido em uma emboscada no bairro da Mooca, no restaurante Varella, e levado \u00e0s depend\u00eancias do DOI-Codi\/SP, onde morreu provavelmente sob tortura. Foi enterrado no cemit\u00e9rio de Perus como indigente e somente em 1980 seus restos mortais foram localizados e trasladados para o Rio de Janeiro pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>JOS\u00c9 J\u00daLIO DE ARA\u00daJO<br \/>\n(18\/08\/1972)<br \/>\nBanc\u00e1rio, militante da ALN, foi sequestrado e executado por agentes do DOI-Codi\/SP depois de muita tortura, conforme testemunho de ex-presos. Foi enterrado como indigente em Perus e, em agosto de 1975, localizado pelo irm\u00e3o, exumado e trasladado para Belo Horizonte (MG).<\/p>\n<p>LUIZ EURICO TEJERA LISB\u00d4A<br \/>\n(02 ou 03\/09\/1972)<br \/>\nUniversit\u00e1rio, militante da ALN, foi sequestrado em setembro de 1972, aos 24 anos, executado por agentes da repress\u00e3o e enterrado em Perus como indigente com o nome falso de Nelson Bueno. Localizados e identificados pela fam\u00edlia, seus restos mortais foram trasladados em 1982 para Porto Alegre (RS).<\/p>\n<p>ANTONIO BENETAZZO<br \/>\n(30\/10\/1972)<br \/>\nJornalista e professor, natural de Verona (It\u00e1lia) cursou filosofia e arquitetura na USP e militou na ALN e Molipo. Foi sequestrado e executado por agentes da repress\u00e3o depois de muitas torturas, aos 31 anos. Foi enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus, em 31 de outubro de 1972, dois dias antes da divulga\u00e7\u00e3o de sua morte. Posteriormente, os restos mortais foram localizados e trasladados pelos familiares.<\/p>\n<p>CARLOS NICOLAU DANIELLI<br \/>\n(30\/12\/1972)<br \/>\nOper\u00e1rio, jornalista, foi sequestrado e morto, sob tortura, no DOI-Codi\/SP, por agentes do Estado. Foi enterrado no cemit\u00e9rio de Perus como indigente. Oito anos depois, em 11 de abril de 1980, seus restos mortais foram trasladados para Niter\u00f3i (RJ).<\/p>\n<p>ALEXANDRE VANNUCCHI LEME<br \/>\n(17\/03\/1973)<br \/>\nEstudante de geologia da USP, militante da ALN, sequestrado por equipe do DOI-Codi\/SP, foi assassinado um dia depois, sob tortura. Foi enterrado como indigente sem caix\u00e3o, em cova coberta com cal virgem, para acelerar a decomposi\u00e7\u00e3o do corpo. Apesar dos esfor\u00e7os da fam\u00edlia, os restos mortais de Alexandre s\u00f3 foram trasladados em 24 de mar\u00e7o de 1983, dez anos depois.<\/p>\n<p>GERARDO MAGELA FERNANDES TORRES DA COSTA<br \/>\n(28\/05\/1973)<br \/>\nEstudante da medicina de Sorocaba, morreu aos 23 anos depois de preso e torturado no DOI-Codi\/SP, apesar da vers\u00e3o oficial falsa de suic\u00eddio. O laudo necrosc\u00f3pico estava marcado com um \u201cT\u201d, de terrorista, e informa que o corpo foi enterrado no cemit\u00e9rio de Perus com o nome de Geraldo. Mais tarde, em 27 de outubro de 1977, foi exumado e enterrado novamente no mesmo cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p>LUIZ JOS\u00c9 DA CUNHA<br \/>\n(13\/07\/1973)<br \/>\nMembro do Comando Nacional da ALN, foi assassinado aos 30 anos nas depend\u00eancias do DOI-Codi\/SP, em decorr\u00eancia de torturas, e enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus. Sua ossada, sem o cr\u00e2nio, foi exumada em 1991, mas s\u00f3 identificada em 1\u00ba de setembro de 2006 e trasladada para o Recife (PE) no dia seguinte.<\/p>\n<p>HELBER JOS\u00c9 GOMES GOULART<br \/>\n(16\/07\/1973)<br \/>\nMilitante da ALN, foi assassinado aos 29 anos, em decorr\u00eancia de torturas, nas depend\u00eancias do DOI-Codi\/SP, onde foi visto por outros presos pol\u00edticos. Foi enterrado no cemit\u00e9rio DomBosco, em Perus, como indigente. Em 1992, seus restos mortais foram exumados, identificados e trasladados para a cidade de Mariana (MG).<\/p>\n<p>ANT\u00d4NIO CARLOS BICALHO LANA<br \/>\n(30\/11\/1973)<br \/>\nMilitante da ALN, foi sequestrado junto com S\u00f4nia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, em S\u00e3o Vicente, e levado para o s\u00edtio clandestino 31 de Mar\u00e7o, onde os dois foram executados por agentes do Estado depois de muita tortura. Seu corpo foi enterrado no cemit\u00e9rio de Perus, identificado em 1991 pela Unicamp e trasladado para Ouro Preto (MG).<\/p>\n<p>MIGUEL SABAT NUET<br \/>\n(30\/11\/1973)<br \/>\nNatural de Barcelona, na Espanha, foi preso por agentes do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social de S\u00e3o Paulo (Deops\/SP) em 9 de outubro de 1973 e morto um m\u00eas e meio depois em decorr\u00eancia de torturas, segundo depoimentos de ex-presos pol\u00edticos. Seu assassinato foi anunciado como suic\u00eddio e ele foi enterrado como indigente no Cemit\u00e9rio Dom Bosco, em Perus. Com a abertura dos arquivos do Deops para os familiares dos desaparecidos pol\u00edticos, em 1992, foi encontrada uma requisi\u00e7\u00e3o de exame necrosc\u00f3pico com o nome de Nuet marcada com o \u201cT\u201d de terrorista. Ele foi colocado na lista de mortos e desaparecidos pol\u00edticos e a investiga\u00e7\u00e3o levou \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de sua ossada em 2008.<\/p>\n<p>S\u00d4NIA MARIA LOPES DE MORAES ANGEL JONES<br \/>\n(30\/11\/1973)<br \/>\nMilitante da ALN, a professora foi presa ao lado do companheiro Ant\u00f4nio Carlos Bicalho Lana. Apesar da falsa vers\u00e3o de tiroteio, ela foi torturada antes de ser assassinada e enterrada como indigente e com nome falso no cemit\u00e9rio de Perus. A fam\u00edlia passou uma d\u00e9cada tentando encontrar seus restos mortais, finalmente identificados em 1991 e trasladados para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u00c2NGELO ARROYO<br \/>\n(16\/12\/1976)<br \/>\nMetal\u00fargico e comerciante, membro do Comit\u00ea Central do PCdoB, foi assassinado na Rua Pio XI, no bairro da Lapa, por agentes do Estado. Foi enterrado como indigente no cemit\u00e9rio de Perus e posteriormente exumado e trasladado pela fam\u00edlia para o cemit\u00e9rio da Quarta Parada, na capital.<\/p>\n<p>PEDRO VENTURA FELIPE DE ARA\u00daJO POMAR<br \/>\n(16\/12\/1976)<br \/>\nJornalista, ex-deputado federal e membro da dire\u00e7\u00e3o do PCdoB, foi executado na Rua Pio XI, no bairro da Lapa, por agentes do Estado. Foi enterrado como indigente, sob nome falso, no cemit\u00e9rio de Perus. Posteriormente, foi exumado e trasladado para Bel\u00e9m pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Elaine Patricia Cruz \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<strong>L\u00edlian Beraldo<\/strong><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>ABr &#8211; Trinta e um militantes pol\u00edticos mortos durante o per\u00edodo da ditadura militar no Brasil ser\u00e3o homenageados com uma placa de mem\u00f3ria que ser\u00e1 <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2017\/09\/04\/mortos-durante-a-ditadura-31-militantes-serao-homenageados-em-cemiterio-em-sp\/\" title=\"Mortos durante a ditadura, 31 militantes ser\u00e3o homenageados em cemit\u00e9rio em SP\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":15160,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2262],"class_list":["post-15159","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-ditadura-militar-no-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15159\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}