{"id":15747,"date":"2017-11-06T02:00:21","date_gmt":"2017-11-06T06:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=15747"},"modified":"2017-11-06T02:00:21","modified_gmt":"2017-11-06T06:00:21","slug":"militares-de-outros-paises-comecam-a-chegar-para-exercicio-de-simulacao-no-am","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2017\/11\/06\/militares-de-outros-paises-comecam-a-chegar-para-exercicio-de-simulacao-no-am\/","title":{"rendered":"Militares de outros pa\u00edses come\u00e7am a chegar para exerc\u00edcio de simula\u00e7\u00e3o no AM"},"content":{"rendered":"<p>ABr &#8211; Tropas militares de outros pa\u00edses come\u00e7aram a chegar hoje (5) para participar do exerc\u00edcio militar de simula\u00e7\u00e3o de atendimento humanit\u00e1rio na selva amaz\u00f4nica, o AmazonLog 17, marcado para o per\u00edodo de 6 a 13 de novembro, em Tabatinga (AM), na tr\u00edplice fronteira com a Col\u00f4mbia e Peru. Na manh\u00e3 deste domingo, militares da Col\u00f4mbia e Peru desembarcaram na base montada pelo Brasil para receber as tropas. Alguns soldados dos Estados Unidos tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o na cidade. O restante da tropa norte-americana desembarca amanh\u00e3 (6).<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>No total, devem participar da simula\u00e7\u00e3o cerca de 2 mil pessoas, dos quais, cerca de 500 s\u00e3o estrangeiras. Al\u00e9m de militares do Brasil (cerca de 1.550), Col\u00f4mbia (150), Peru (120) e Estados Unidos (30), observadores de mais de 20 pa\u00edses devem acompanhar as a\u00e7\u00f5es, entre eles Alemanha, Argentina, Chile, Equador, M\u00e9xico, Fran\u00e7a, Reino Unido, Espanha, R\u00fassia e Venezuela. Tamb\u00e9m participam funcion\u00e1rios de \u00f3rg\u00e3os federais e estaduais como a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero), a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), a Pol\u00edcia Federal, a Receita Federal, entre outros.<\/p>\n<p>O objetivo do exerc\u00edcio \u00e9 criar diretrizes para socorro a v\u00edtimas em caso de cat\u00e1strofes na regi\u00e3o da tr\u00edplice fronteira amaz\u00f4nica. Ser\u00e3o realizadas simula\u00e7\u00f5es atendimento a v\u00edtimas de inc\u00eandios florestais, terremotos, secas, enchentes, acidentes com embarca\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m de medidas humanit\u00e1rias para casos de grande contingente de deslocamentos humanos, como no caso de refugiados.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es envolvem o uso de 13 helic\u00f3pteros, 11 avi\u00f5es, al\u00e9m de diversas embarca\u00e7\u00f5es para as a\u00e7\u00f5es de simula\u00e7\u00e3o de acidentes. Tamb\u00e9m ser\u00e3o realizados atendimentos de sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha e comunidades ind\u00edgenas do Brasil e dos pa\u00edses vizinhos. Alguns dos exerc\u00edcios contar\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o de &#8220;figurantes&#8221;. Uma base militar multinacional foi montada para dar suporte a militares e socorro emergencial \u00e0s \u201cv\u00edtimas\u201d.<\/p>\n<p>O chefe do Estado-Maior Combinado da AmazonLog17, general de brigada Antonio Manoel de Barros, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0que a escolha da regi\u00e3o se deve ao seu car\u00e1ter estrat\u00e9gico e pelo desafio de se levar uma estrutura de apoio em uma regi\u00e3o cujo acesso s\u00f3 ocorre por meio a\u00e9reo ou de barco. \u201cAs pessoas sabem das dificuldades da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e da nossa fronteira e o Ex\u00e9rcito tem uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a do Estado brasileiro na regi\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com o general, em uma situa\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofe, os militares atuariam para dar suporte de infraestrutura para que outras ag\u00eancias governamentais, como as pol\u00edcias Militar e Civil, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros possam atuar. \u201cEm uma situa\u00e7\u00e3o de grave problema ou amea\u00e7a como uma endemia, uma seca, uma enchente e que se esgotam determinados recursos e que, no nosso caso, o governo federal \u00e9 chamado a auxiliar e \u00e9 a\u00ed que aparecem as For\u00e7as Armadas. Se tivermos que ser acionados, j\u00e1 estamos prontos para o jogo. Por isso \u00e9 que estamos realizando esse exerc\u00edcio\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A atividade envolve unidades de transporte, log\u00edstica, manuten\u00e7\u00e3o, suprimento, evacua\u00e7\u00e3o e engenharia. No caso de cat\u00e1strofes, por exemplo, isso implica o planejamento log\u00edstico de deslocamento de equipamentos, suprimentos e equipes at\u00e9 o local da a\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de preparar a \u00e1rea, \u00e9 preciso pensar em como atender os feridos e evacuar as pessoas. No caso de Col\u00f4mbia e Peru, a participa\u00e7\u00e3o na simula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m servir\u00e1 para que os pa\u00edses vizinhos adquiram experi\u00eancias para oferecer ajuda humanit\u00e1ria em casos similares.<\/p>\n<p><strong>Estados Unidos<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com o general, a inten\u00e7\u00e3o de chamar observadores de outros pa\u00edses foi mostrar que a atua\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia \u201c\u00e9 coisa de gente grande\u201d. \u201cSabemos que graves acidentes, cat\u00e1strofes n\u00e3o t\u00eam fronteiras. Por isso, decidimos chamar outros pa\u00edses como, al\u00e9m dos que est\u00e3o diretamente envolvidos no exerc\u00edcio, para mostrar que nos temos capacidade de cuidar do que \u00e9 nosso, mesmo com todas as dificuldades\u201d, disse Barros.<\/p>\n<p>No caso dos Estados Unidos, o general disse que a participa\u00e7\u00e3o foi volunt\u00e1ria e que se d\u00e1 pela rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a constru\u00edda com os norte-americanos. \u201cAo realizar a simula\u00e7\u00e3o, pensamos primeiro na participa\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias e organismos do nosso pa\u00eds. No caso de ag\u00eancias de outros, a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em tratados internacionais com outros pa\u00edses e tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a que o Brasil tem com outras na\u00e7\u00f5es\u201d, disse Barros.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de militares norte-americanos no exerc\u00edcio de simula\u00e7\u00e3o gerou questionamentos. O tema chegou a ser debatido na C\u00e2mara dos Deputados, quando o l\u00edder do PSOL na Casa, deputado Glauber Braga (RJ), questionou o convite. No in\u00edcio de outubro, o deputado encaminhou um requerimento ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, e ao comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Villas Boas, pedindo mais informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o de militares dos Estados Unidos. De acordo com o deputado, a medida poderia representar a possibilidade de perda de soberania e ou de subordina\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Para o general, a participa\u00e7\u00e3o dos EUA contribui para o Brasil aprender com eles a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de recursos, a exemplo do que ocorreu no terremoto no Haiti, em 2010, quando o pa\u00eds conseguiu mobilizar rapidamente uma grande quantidade de alimentos para atender as v\u00edtimas. Segundo o general, os americanos v\u00e3o trazer ao Brasil conhecimentos e mostrar tecnologias relacionadas \u00e0 ajuda humanit\u00e1ria em cat\u00e1strofes naturais, a exemplo de t\u00e9cnicas de purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Participar\u00e3o da simula\u00e7\u00e3o representantes da Guarda Nacional, da Guarda Florestal e militares do Comando Sul, que \u00e9 uma importante unidade do Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00f5es que de os Estados Unidos poderiam montar uma base na regi\u00e3o, o general disse que s\u00e3o boatos e descartou qualquer possibilidade de instala\u00e7\u00e3o de uma base norte-americana.<\/p>\n<p>Os estadunidenses trazem um avi\u00e3o militar de carga C-130, que participar\u00e1 de exerc\u00edcios de combate a inc\u00eandios florestais e transporte de tropas. \u201cOs norte-americanos v\u00e3o participar com uma aeronave, auxiliando no transporte. Eles tamb\u00e9m est\u00e3o conosco baseados na confian\u00e7a adquirida. N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de subordina\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu o general<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que se realiza as For\u00e7as Armadas brasileiras realizam um exerc\u00edcio militar log\u00edstico de car\u00e1ter humanit\u00e1rio com essas propor\u00e7\u00f5es. A inspira\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio, maior j\u00e1 feito na Am\u00e9rica do Sul, veio de um evento similar realizado na Hungria em 2015, quando o Ex\u00e9rcito brasileiro participou como observador. O ex\u00e9rcio log\u00edstico \u201cCapable Logistician &#8211; 2015\u201d, realizado por pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte &#8211; OTAN, em 2015, foi voltado para atendimento humanit\u00e1rio em situa\u00e7oes envolvendo refugiados.<\/p>\n<p>Segundo o ex\u00e9rcito, no total foram percorridos cerca de 20 mil km de estradas, 30 mil Km em aeronaves e 40 mil km em rios para deslocar as diferentes estruturas usadas para a montagem das instala\u00e7oes da base militar. Nos cont\u00eaineres e demais materiais transportados para a realiza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio se encontra quase toda a base log\u00edstica destinada \u00e0 opera\u00e7\u00e3o &#8211; armas, muni\u00e7\u00e3o, g\u00eaneros aliment\u00edcios, hospital de campanha, macas, aparelhos m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos, medicamentos, UTI m\u00f3vel, guindastes, geradores de energia e tanques de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cA primeira dificuldade foi construir um desenho [de exerc\u00edcio de simula\u00e7\u00e3o] que n\u00e3o estava pronto [\u2026] primeiro que n\u00e3o tem um modelo, n\u00e3o adianta copiar o modelo que a Otan fez na Europa, pois n\u00e3o funciona. Aqui s\u00e3o outras condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, de infraestrutrua, o povo \u00e9 outro&#8230;. a\u00ed tivemos que construir um planejamento e a grande dificuldade de execu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na log\u00edstica\u201d, disse Barros. \u201cN\u00e3o temos um com\u00e9rcio ali na esquina a para compra o que t\u00e1 faltando; se voc\u00ea n\u00e3o planejou, voc\u00ea n\u00e3o tem. Al\u00e9m disso n\u00e3o podemos impactar negativamente a cidade, temos que ser a solu\u00e7ao e n\u00e3o o problema\u201d, disse Barros.<\/p>\n<p>A dificuldade de transportar toneladas de equipamentos at\u00e9 a cidade amazonense de pouco mais de 60 mil habitantes, a cerca de 1,1 mil quil\u00f4metros da capital do estado, foi apenas um dos desafios enfrentados pelo Comando Log\u00edstico do Ex\u00e9rcito brasileiro para organizar o AmazonLog 2017. &#8220;As pessoas n\u00e3o tem ideia do que \u00e9 a nossa Amaz\u00f4nia. No caso de Tabatinga, ainda tem algum fluxo logistico por se encontrar na tr\u00edplice fronteira. Mas tem cidades ainda mais isoladas. Por isso, montamos tudo do nada. At\u00e9 porque a gente n\u00e3o pode pegar daqui os recursos locais, temos que prov\u00ea-los&#8230; trouxemos todo esse aporte log\u00edstico para c\u00e1. Em linha reta foram mais de seis mil km. Para termos uma compara\u00e7\u00e3o, a dist\u00e2ncia Lisboa a Moscou d\u00e1 cerca de 4,5 mil km\u201d, comentou o general.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC)<\/strong>\u00a0acompanha o evento, com equipes da<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>R\u00e1dio Nacional do Alto Solim\u00f5es AM e FM<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>ABr &#8211; Tropas militares de outros pa\u00edses come\u00e7aram a chegar hoje (5) para participar do exerc\u00edcio militar de simula\u00e7\u00e3o de atendimento humanit\u00e1rio na selva amaz\u00f4nica, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2017\/11\/06\/militares-de-outros-paises-comecam-a-chegar-para-exercicio-de-simulacao-no-am\/\" title=\"Militares de outros pa\u00edses come\u00e7am a chegar para exerc\u00edcio de simula\u00e7\u00e3o no AM\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":15748,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2397],"class_list":["post-15747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-militares-de-outros-paises-no-amazonas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}