{"id":21835,"date":"2019-02-17T08:48:11","date_gmt":"2019-02-17T12:48:11","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=21835"},"modified":"2019-02-17T08:48:11","modified_gmt":"2019-02-17T12:48:11","slug":"helicoptero-vai-agilizar-atendimento-medico-a-indios-no-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2019\/02\/17\/helicoptero-vai-agilizar-atendimento-medico-a-indios-no-amazonas\/","title":{"rendered":"Helic\u00f3ptero vai agilizar atendimento m\u00e9dico a \u00edndios no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p>ABr &#8211; O Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (Dsei) Parintins, no Amazonas, que engloba mais seis munic\u00edpios do interior do estado e do Par\u00e1, passar\u00e1 a ter um helic\u00f3ptero para atendimento aos pacientes. Os servi\u00e7os da unidade beneficiam cerca de 17 mil pessoas distribu\u00eddas, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), em tr\u00eas terras ind\u00edgenas: a Andir\u00e1-Marau, onde vivem os Sater\u00e9-Maw\u00e9; a Nhamund\u00e1-Mapuera, povoada pelos Hixkaryana, Katuenayana, Katxuyana e Waiwai; e a Kaxuyana\/Tunayna, que leva o nome dos dois povos que a habitam.<\/p>\n<p>O helic\u00f3ptero ser\u00e1 usado em atividades de vacina\u00e7\u00e3o, deslocamento das equipes multidisciplinares de sa\u00fade ind\u00edgena, entrega de equipamentos e insumos m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos. A aeronave poder\u00e1 ser empregada ainda no acompanhamento de obras ligadas \u00e0 unidade gestora, uma das 34 operantes no pa\u00eds, conforme dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full lazyload\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/skxfYztHO6IFQDGA2ivccU31ELM=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/helicoptero.png?itok=nih7AneO\" alt=\"Um helic\u00f3ptero como este vai auxiliar os servi\u00e7os de assist\u00eancia a cerca de 17 mil ind\u00edgenas\" width=\"754\" height=\"369\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 754px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 754\/369;\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Um helic\u00f3ptero como este vai auxiliar os servi\u00e7os de assist\u00eancia a cerca de 17 mil ind\u00edgenas &#8211;\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o\/Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O coordenador do Dsei Parintins, Jos\u00e9 Augusto dos Santos Souza, disse que, para o helic\u00f3pttero come\u00e7ar a operar precisa concluir a tramita\u00e7\u00e3o do processo de contrata\u00e7\u00e3o de uma empresa especializada em fretes a\u00e9reos. A expectativa \u00e9 de que a Consultoria Jur\u00eddica da Uni\u00e3o no Amazonas, vinculada \u00e0 Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), libere, nas pr\u00f3ximas semanas, o parecer exigido para a assinatura do contrato, de modo que a aeronave j\u00e1 esteja voando at\u00e9 o fim de mar\u00e7o. Al\u00e9m da documenta\u00e7\u00e3o, o Dsei precisar\u00e1 de um heliporto, para que os embarques e desembarques sejam feitos adequadamente.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, o coordenador disse ainda que o helic\u00f3ptero \u00e9 importante por agilizar o transporte de pacientes em estado grave e facilitar o acesso dos agentes de sa\u00fade a \u00e1reas mais remotas. Uma das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, segundo ele, \u00e9 a demora da chegada ao destino quando o deslocamento \u00e9 feito por hidrovias.<\/p>\n<p>Em alguns casos, informou, esses deslocamentos levam at\u00e9 dois dias. &#8220;Com o helic\u00f3ptero, cai para 10 horas. Tem vezes, em que s\u00e3o 15 horas de lancha, que voc\u00ea faz em 28 minutos, de helic\u00f3ptero&#8221;, explicou. Indagado sobre as doen\u00e7as que mais acometem a popula\u00e7\u00e3o que atende, Souza disse que h\u00e1 muita procura pelo tratamento de tuberculose e que, entre as urg\u00eancias mais comuns, est\u00e3o as referentes a picadas de cobra.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda temos um n\u00famero elevado de tuberculose, em raz\u00e3o da qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, que a deixa mais vulner\u00e1vel. Nesse per\u00edodo, em que o Rio Amazonas vai enchendo, temos uma elevada taxa de acidentes of\u00eddicos, porque as cobras acabam subindo para as comunidades. Todos os anos, isso ocorre e a gente j\u00e1 prepara, antes, doses de soro antiof\u00eddico. Temos muitas emerg\u00eancias por causa disso e o helic\u00f3ptero dar\u00e1 maior agilidade aos salvamentos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Perfil no consult\u00f3rio ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n<p>Algumas doen\u00e7as apresentam, de fato, maior incid\u00eancia entre os \u00edndios, na compara\u00e7\u00e3o com a parcela n\u00e3o ind\u00edgena da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Como constata o<a href=\"http:\/\/ecos-redenutri.bvs.br\/tiki-download_file.php?fileId=1284\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a01\u00ba Inqu\u00e9rito Nacional sobre Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas<\/a>, que tabulou dados de 2008 e 2009, a desnutri\u00e7\u00e3o afeta 25,7% das crian\u00e7as ind\u00edgenas, enquanto a m\u00e9dia entre n\u00e3o ind\u00edgenas \u00e9 7,1%.Com a anemia ocorre o mesmo. A condi\u00e7\u00e3o afeta mais da metade (51,2%) das crian\u00e7as ind\u00edgenas, mais do que o dobro da taxa observada entre n\u00e3o ind\u00edgenas (20,9%).<\/p>\n<p>Quando se fala em mulheres ind\u00edgenas adultas, a anemia tamb\u00e9m se faz presente. No total, conforme o levantamento, naquele per\u00edodo 33% apresentavam sintomas a ela relacionados, ante uma taxa de 29,4% entre adultas n\u00e3o ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do estudo &#8211; elaborado pelo governo federal, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de Gotemburgo (Su\u00e9cia) -, a hipertens\u00e3o, que se sobressa\u00eda como uma das condi\u00e7\u00f5es com n\u00edvel mais baixo no grupo de mulheres ind\u00edgenas, comparativamente ao das n\u00e3o ind\u00edgenas, se tornou um dos focos do atendimento do Dsei Parintins. Ao menos, entre homens.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador, as aldeias ind\u00edgenas da regi\u00e3o t\u00eam o costume de salgar os alimentos como modo de conserv\u00e1-los por mais tempo. A t\u00e9cnica, que retarda a prolifera\u00e7\u00e3o de micro-organismos capazes de causar intoxica\u00e7\u00e3o, apesar de funcionar a contento, por um lado, acarreta, por outro, danos para a sa\u00fade. De acordo com estudos m\u00e9dicos, o cloreto de s\u00f3dio artua no aumento da vasoconstri\u00e7\u00e3o (contra\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos), o que gera um aumento da press\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>&#8220;A gente come\u00e7a, hoje, tamb\u00e9m a enfrentar um alto \u00edndice de ind\u00edgenas com hipertens\u00e3o e tamb\u00e9m contraindo diabetes, em raz\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o. Eles passaram a usar mais o sal, tendo em vista que a maioria das aldeias n\u00e3o t\u00eam energia el\u00e9trica e acabam usando o sal para manter os alimentos. Outro problema \u00e9 o refrigerante. \u00c9 dif\u00edcil porque, depois que experimentam, n\u00e3o querem largar, principalmente as crian\u00e7as&#8221;, disse Souza.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtSaude\">A\u00e9cio Amado<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Comunidades ind\u00edgenas no Par\u00e1 tamb\u00e9m ser\u00e3o beneficiadas.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":21836,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[4308],"class_list":["post-21835","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-indios-no-amazonas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21835\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}