{"id":22180,"date":"2019-03-11T17:37:07","date_gmt":"2019-03-11T21:37:07","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=22180"},"modified":"2019-03-11T17:40:57","modified_gmt":"2019-03-11T21:40:57","slug":"historia-de-rondonia-enquanto-a-esposa-criou-bairro-com-flagelados-humberto-guedes-colheu-espinhos-do-drama-fundiario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2019\/03\/11\/historia-de-rondonia-enquanto-a-esposa-criou-bairro-com-flagelados-humberto-guedes-colheu-espinhos-do-drama-fundiario\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria de Rond\u00f4nia: enquanto a esposa criou bairro com flagelados, Humberto Guedes colheu espinhos do drama fundi\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Montezuma Cruz &#8211;\u00a0\u00a0Por tr\u00e1s do semblante circunspecto do marido, havia uma mulher de cora\u00e7\u00e3o grande: Gilsa Auvray Guedes, sempre disposta a tomar a linha de frente em a\u00e7\u00f5es sociais. E assim o fez durante o governo do coronel do Ex\u00e9rcito Humberto da Silva Guedes.<\/p>\n<p>Pessoalmente, a primeira-dama retirou fam\u00edlias de \u00e1reas alagadas para iniciar a forma\u00e7\u00e3o do Bairro Meu Pedacinho de Ch\u00e3o, atualmente mais perto do centro hist\u00f3rico de Porto Velho do que em 1977, quando nem \u00f4nibus passava por l\u00e1.<\/p>\n<p>Ao lado direito, a mata cobria \u00e1reas repletas de ranchos de pau a pique, onde mais tarde surgiriam a Nova Porto Velho e o bairro Agenor de Carvalho.<\/p>\n<p>Nomeado pelo presidente Ernesto Geisel, o coronel Humberto Guedes, carioca,\u00a0 governou o Territ\u00f3rio Federal de Rond\u00f4nia a partir de 20 de maio de 1975, sucedendo ao coronel Jo\u00e3o Carlos Marques Henriques. At\u00e9 o dia 2 de abril de 1979, ele fez avan\u00e7ar o futuro estado, conforme relata o economista S\u00edlvio Persivo, que trabalhou na Secretaria de Planejamento naquele governo.<\/p>\n<p>\u201cEu, Maur\u00edlio Galv\u00e3o, Cl\u00e1udio Damasceno, Jos\u00e9 Aldenor Neves (todos economistas) e mais um\u00a0tanto de gente, fomos conhecer a realidade rondoniense. Foi o coronel Guedes quem come\u00e7ou a estruturar Rond\u00f4nia. Na verdade, ele programou todos os munic\u00edpios, trouxe gente da UnB, o\u00a0arquiteto e urbanista\u00a0Sylvio Sawaya, da\u00a0USP, e\u00a0diversas pessoas especializadas,\u00a0e nisso contou com uma ajuda forte do capit\u00e3o S\u00edlvio Gon\u00e7alves de Farias (coordenador do Incra)\u201d.<\/p>\n<p>Guedes contratava o ge\u00f3grafo baiano Milton Santos (j\u00e1 falecido) para pensar o Estado. Graduado em Direito, formado na Universidades de Estrasburgo e Federal da Bahia (campus Ondina), considerado o \u201cconstrutor da geografia cidad\u00e3\u201d, Santos destacou-se especialmente nos estudos de urbaniza\u00e7\u00e3o do Terceiro Mundo nos anos 1970.<\/p>\n<p>\u201cEstava\u00a0acontecendo grande evas\u00e3o dos pequenos propriet\u00e1rios, e para evitar isso ele projetou o que se chamava de N\u00facleos Urbanos de Apoio Rural (NUARs), pequenas cidades com estrutura suficiente para que o agricultor n\u00e3o sa\u00edsse para os grandes centros urbanos\u201d, conta Persivo.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de planejamento Luiz C\u00e9zar Auvray Guedes recorreu \u00e0 experi\u00eancia do Estado do Par\u00e1 para elaborar o 1\u00ba Plano de Metas de Rond\u00f4nia, cujo objetivo foi obter um documento que tamb\u00e9m envolvesse outros segmentos da\u00a0sociedade. O governo contratava economistas, administradores, soci\u00f3logos, arquitetos, ge\u00f3grafos, entre outros profissionais, em sua maioria oriundos das Universidades do Cear\u00e1 e de Pernambuco.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Persivo substitu\u00edra Jorge Elage na Coordena\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento e Articula\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (Codram). Junto com uma equipe de engenheiros e arquitetos, abriu ruas em Ariquemes, Ji-Paran\u00e1, Cacoal, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Vilhena, Colorado do Oeste e Cerejeiras.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Rolim de Moura era um dos locais programados para ter um NUAR.\u00a0 Com pouco tempo na Codram, o economista chegava \u00e0\u00a0beira de um riacho, constatando a impossibilidade de come\u00e7ar a cidade a partir dali, pois os moradores viviam perto das \u00e1guas e seriam v\u00edtimas da mal\u00e1ria. Algu\u00e9m havia lhe dito que mosquito anofelino (transmissor da doen\u00e7a)\u00a0 \u201cs\u00f3 voava 70 metros e morria\u201d. Reunido com o engenheiro Benedito, Persivo convocava Valter Longo [propriet\u00e1rio de m\u00e1quinas em Vilhena], ordenando-lhe a abertura de ruas com 100 metros de largura.<\/p>\n<p>\u201cOra, se o mosquito s\u00f3 voa 70 metros, e se as ruas forem de 100 em 100 m, o mosquito n\u00e3o chegaria at\u00e9 onde est\u00e1vamos\u201d, conclu\u00eda Persivo. \u201cTudo ilus\u00e3o, sa\u00ed de l\u00e1 pensando: isso nunca vai dar certo, um vizinho n\u00e3o vai poder dar adeus\u00a0<em>pro<\/em>\u00a0outro. Tr\u00eas meses, voltei e Rolim j\u00e1 estava uma cidade com mais de 12 mil pessoas, e o interessante foi que eles continuaram abrindo ruas daquela largura\u201d, diz o economista.<\/p>\n<div id=\"attachment_259495\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-259495 lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2-370x252.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 413px) 100vw, 413px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2-370x252.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2-170x116.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2-570x387.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/silvio-persivo-economista-planejador-no-governo-humberto-guedes-2.jpg 662w\" alt=\"\" width=\"413\" height=\"281\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 413px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 413\/281;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Economista S\u00edlvio Persivo:\u00a0planejamento participativo<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_259652\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-259652 lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-570x432.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 373px) 100vw, 373px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-570x432.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-768x582.jpg 768w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-170x129.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-370x281.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia-870x660.jpg 870w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/geografo-milton-santos-foto-familia.jpg 1067w\" alt=\"\" width=\"373\" height=\"283\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 373px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 373\/283;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Ge\u00f3grafo Milton Santos pensou o Estado<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1976 a Funda\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul treinava as equipes, promovendo reuni\u00f5es com representantes de classes e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos (Incra, Ceplac, Embrapa, Emater, Funda\u00e7\u00e3o Sesp, Ceron, Caerd, secretarias, prefeituras). Todos se manifestavam e encaminhavam pedidos.<\/p>\n<p>Em 1979 Milton Santos conclu\u00eda seu trabalho:\u00a0<em>Espa\u00e7o e Urbaniza\u00e7\u00e3o no Territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia; Realidade Atuais, Perspectivas e Possibilidades de Interven\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Receitas p\u00fablicas do extinto territ\u00f3rio se restringiam \u00e0s dota\u00e7\u00f5es previamente fixadas. O governo enviava a Bras\u00edlia formul\u00e1rios sobre os\u00a0valores repassados e gastos. A maior parte das despesas se dava com custeios (pessoal, consumo e servi\u00e7os).<\/p>\n<p>No entanto, a Coordena\u00e7\u00e3o de Planejamento (Coplan) da Seplan constatava dura realidade: por mais que existisse compet\u00eancia ou disposi\u00e7\u00e3o das autoridades, ou at\u00e9 mesmo compreens\u00e3o do que acontecia, o volume de reivindica\u00e7\u00f5es era infinitamente superior ao limite da capacidade financeira dispon\u00edvel.\u00a0\u201cAs necessidades eram ilimitadas, os recursos limitados\u201d, lembra Persivo.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, conforme o trabalho\u00a0<em>A experi\u00eancia de Rond\u00f4nia em Planejamento<\/em>, de Persivo e do tamb\u00e9m mestre em economia Aldenor Jos\u00e9 Neves, a Codram funcionou como\u00a0forte secretaria de interior. Desta forma, a melhoria de recursos financeiros s\u00f3 ocorrera gra\u00e7as \u00e0\u00a0 Secretaria de\u00a0Articula\u00e7\u00e3o com Estados e Munic\u00edpios (Sarem). Equipes t\u00e9cnicas recebiam gratifica\u00e7\u00f5es de incentivos para planejar e acompanhar suas metas setoriais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-22043 lazyload\" data-src=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Caf\u00e9-quentinho.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"335\" data-srcset=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Caf\u00e9-quentinho.jpg 400w, https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Caf\u00e9-quentinho-300x251.jpg 300w\" data-sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 400px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 400\/335;\" \/><\/p>\n<h4><strong>NA LINHA DE FRENTE, COM A POBREZA<\/strong><\/h4>\n<p>Quem quisesse conhecer dona Gilsa, n\u00e3o precisava ir ao pal\u00e1cio ou \u00e0 sua casa. Ela passava a maior parte do tempo em andan\u00e7as. Na enchente de 1977, por exemplo, quando o rio Madeira transbordou, a primeira dama entrava nos bairros Tri\u00e2ngulo e Baixa da Uni\u00e3o acompanhada apenas dos remadores. Ali mesmo fazia a triagem das fam\u00edlias dispostas ao remanejamento para o Meu Pedacinho de Ch\u00e3o, onde at\u00e9 adotou crian\u00e7as, uma delas cega \u2013 o menino Genis, educado em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Ecila Farias Capistrano, 71 anos, hoje moradora no Bairro Aponi\u00e3, conta que a ex-primeira-dama assentou-a num lote no Pedacinho de Ch\u00e3o, fornecendo-lhe at\u00e9 madeira para construir a casa.<\/p>\n<p>Ecila, acreana de Tarauac\u00e1, rec\u00e9m-chegada de Rio Branco, criava seis filhos e prestava aux\u00edlio volunt\u00e1rio a outras m\u00e3es no lanche di\u00e1rio do Jardim de Inf\u00e2ncia Casa de Davi, quando foi observada por dona Gilsa.<\/p>\n<p>\u2014 Ecila, voc\u00ea quer trabalhar?\u00a0<strong>\u2013<\/strong>\u00a0perguntou-lhe.<\/p>\n<p>Surpresa e, ao mesmo tempo, receosa de que o marido, Luiz Costa, a reprovasse, demorou alguns segundos para responder. Ao lado dela, outras mulheres davam sinal de positivo, para que aceitasse.<\/p>\n<p>\u2014 Quero sim\u00a0<strong>\u2013<\/strong>\u00a0disse finalmente. Ela pediu meus documentos, eu juntei, levei no pal\u00e1cio, e comecei a trabalhar na Pediatria do Hospital S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Desse modo, a primeira-dama agiu tamb\u00e9m com outras pessoas nas quais identificava situa\u00e7\u00f5es semelhantes e logo cuidava de amparar as pessoas.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Al\u00e9m do esfor\u00e7o pr\u00f3prio, o bairro inspirado em telenovela recebeu doa\u00e7\u00f5es de comerciantes. Ela prop\u00f4s a cada fam\u00edlia que se mudasse para l\u00e1. A equipe comandada por dona Gilsa definia \u00e1reas para igreja, col\u00e9gio, escola infantil e mercado.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>O governador come\u00e7ou e terminou seu per\u00edodo insatisfeito com duas oposi\u00e7\u00f5es: a do MDB, natural e aceit\u00e1vel, e a do pr\u00f3prio Diret\u00f3rio Regional da Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena), esta, question\u00e1vel. Nas elei\u00e7\u00f5es de 1976 Guedes perdia o controle das c\u00e2maras municipais. O MDB elegia a maioria nas duas casas legislativas.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em 1978, Rond\u00f4nia elegeria pela primeira vez dois deputados federais. O coronel se esfor\u00e7ou durante 20 dias de campanha para levar a Bras\u00edlia o ex-funcion\u00e1rio do Banco do Brasil, advogado acreano Isaac Newton Pessoa, cuja base eleitoral era Guajar\u00e1-Mirim. Odacir presidia o diret\u00f3rio regional da Arena.\u00a0<strong>\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_257706\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-deputado-isaac-newton-pessoa-arena-rondonia.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-257706 lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-deputado-isaac-newton-pessoa-arena-rondonia-370x308.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-deputado-isaac-newton-pessoa-arena-rondonia-370x308.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-deputado-isaac-newton-pessoa-arena-rondonia-170x142.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-deputado-isaac-newton-pessoa-arena-rondonia.jpg 390w\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"275\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 330px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 330\/275;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Deputado Isaac Newton surpreendeu a todos<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_257707\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-senador-odacir-soares-arena-e-pds-rondonia.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-257707 lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-senador-odacir-soares-arena-e-pds-rondonia-370x233.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-senador-odacir-soares-arena-e-pds-rondonia-370x233.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-senador-odacir-soares-arena-e-pds-rondonia-170x107.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-senador-odacir-soares-arena-e-pds-rondonia.jpg 486w\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"276\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 438px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 438\/276;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Odacir Soares, presidente do Diret\u00f3rio Regional da Arena<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Odacir montou uma chapa composta por ele, o vereador Jo\u00e3o Bento da Costa, Isaac Newton Pessoa e o professor Francisco Teixeira. \u201cEle n\u00e3o deu chance para a outra chapa formada pelo coronel Carlos Augusto Godoy, Le\u00f4nidas Rachid e Assis Canuto. O coronel Guedes achava que essa chapa seria vencedora e cederia a quarta vaga para Odacir, que era presidente da Arena e figurava na outra chapa\u201d, conta o economista e comunicador Eudes Lustosa.<\/p>\n<p>\u201cConvencional com nove votos, eu tinha esses dez votos, atendi o apelo do coronel Guedes e votamos na chapa que ele apoiava. No dia da conven\u00e7\u00e3o, a chapa do Odacir ganhou por 21 a 10. Os dez que eu prometi ao governador eram dos convencionais de Guajar\u00e1-Mirim e os 21 votos vencedores eram os que Odacir dominava na conven\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Guedes colocou a m\u00e1quina administrativa para trabalhar a favor de Isaac, com apoio do Incra. De todos os \u00f3rg\u00e3os federais, o Incra detinha o maior or\u00e7amento, superando o pr\u00f3prio governo.\u00a0\u201cIsaac Newton era um funcion\u00e1rio semi-gago. As chances de ser eleito eram tantas quanto \u00e0 de um elefante passar num buraco de fechadura, mas o governador, conforme se falava abertamente \u00e0quela altura teria recebido determina\u00e7\u00e3o de participar do processo eleitoral, mesmo contra a sua vontade\u201d, relata o jornalista L\u00facio Albuquerque.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cA chapa apoiada pelo governador foi derrotada. Estimulado por algumas pessoas, ele resolveu apoiar Isaac Newton,\u00a0 que n\u00e3o tinha a menor possibilidade de ganhar, mas com o apoio de Guedes foi eleito deputado federal, surpreendendo a todos, inclusive a ele mesmo\u201d\u00a0 \u2013<\/strong>\u00a0Eudes Lustosa<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cO governador aplicava uma li\u00e7\u00e3o em Odacir, que se contentava com uma supl\u00eancia e s\u00f3 assumiria a titularidade apenas por um ano, antes de ser eleito senador em 1982\u201d, lembra Albuquerque.<\/p>\n<p>Guedes deparou-se com a precariedade das pouqu\u00edssimas estradas vicinais e chamou o 5\u00ba Batalh\u00e3o de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o (BEC) para cuidar da barrenta rodovia BR-364. Algumas, nunca viam a cor das m\u00e1quinas, a exemplo da estrada ligando essa rodovia \u00e0 Zona da Mata Rondoniense. Manchete do di\u00e1rio\u00a0<em>A Tribuna<\/em>\u00a0em 1978:\u00a0<em>Camioneiros passam 29 dias na estrada a caminho de Rolim de Moura.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_257306\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-257306 size-570wide lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-570x425.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-570x425.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-768x573.jpg 768w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-170x127.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-370x276.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz-870x649.jpg 870w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura_estrada-anos-1970-foto-montezuma-cruz.jpg 960w\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"425\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 570px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 570\/425;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A estrada ligando a BR-364 a Rolim de Moura ficava intransit\u00e1vel no per\u00edodo chuvoso<\/p>\n<\/div>\n<h4><strong>DRAMA AGR\u00c1RIO<\/strong><\/h4>\n<p>O governo reagia, conforme a manchete desse mesmo jornal, em 21 de julho daquele ano:\u00a0<em>Guedes diz ao Conselho de Seguran\u00e7a Nacional que Incra precisa melhorar estradas.<\/em><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola n\u00e3o escoava, o preju\u00edzo e a mal\u00e1ria levavam \u00e0 fal\u00eancia milhares de assentados em projetos do Incra, cuja coordenadoria regional, durante seu governo, foi\u00a0ocupada pelo amazonense Bernardo Martins Lindoso, irm\u00e3o do\u00a0influente senador Jos\u00e9 Lindoso (Arena-AM).<\/p>\n<p>O deputado federal Jer\u00f4nimo Santana (MDB-RO) cobrava da Pol\u00edcia Federal resultados do inqu\u00e9rito instaurado \u2013 e mantido a sete chaves \u2013 pelo Incra para apurar a venda ilegal de terras devolutas por funcion\u00e1rios da autarquia em Pimenta Bueno.\u00a0Manchete do jornal\u00a0<em>A Tribuna<\/em>\u00a0na edi\u00e7\u00e3o de 29\/11\/78:\u00a0<em>Incra toma terras de colonos para negoci\u00e1-las.<\/em><\/p>\n<p>O processo INCRA\/BR\/5.139\/75 para apurar irregularidades no Projeto Fundi\u00e1rio de Rond\u00f4nia totalizava mais de quinhentas p\u00e1ginas, em tr\u00eas volumes. Ainda assim, alguns envolvidos seguiam trabalhando sem serem incomodados.<\/p>\n<p>O parlamentar lamentava que na legaliza\u00e7\u00e3o de 12 mil hectares do Seringal 70 para o fazendeiro Aldo Cantanhede ocorreram despejos de colonos \u201csem indeniza\u00e7\u00e3o de benfeitorias\u201d. Em contrapartida, dizia, ele, \u201cbenfeitorias inexistentes\u201d eram avaliadas em um milh\u00e3o e 500 mil cruzeiros.\u00a0Nesse seringal, posseiros haviam adquirido terras dez a 15 anos antes do conflito, de soldados da borracha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-22046 lazyload\" data-src=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/locatelli-churrascarira.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/locatelli-churrascarira.jpg 400w, https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/locatelli-churrascarira-150x150.jpg 150w, https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/locatelli-churrascarira-300x300.jpg 300w\" data-sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 400px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 400\/400;\" \/><\/p>\n<blockquote><p><strong>Houve casos de grilagem no Seringal Muqui, na empresa Calama S\/A, Seringal 70, Curralinho, Nova Vida e Cajazeiras, ao longo da rodovia BR-364.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o advogado Amadeu Guilherme Matzenbacher Machado, que trabalhou no Incra nos anos 1970,\u00a0 os irm\u00e3os Arantes (empresa Gainsa) conseguiram regularizar a Fazenda Nova Vida, com 20 mil hectares, porque haviam comprado um imenso seringal dos irm\u00e3os Flodoaldo e Emanoel Pontes Pinto. \u201cA pretens\u00e3o era muito maior\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Em 1979, nota da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra assinada pelos bispos dom Moacyr Grechi e dom Jos\u00e9 Martins da Silva, reunidos em Ouro Preto, assinalava: \u201c\u00c9 clamorosa a situa\u00e7\u00e3o de \u00edndios, lavradores e seringueiros. Aqueles destitu\u00eddos das terras que por direito lhes cabem, expulsos e humilhados, desintegrados de seus valores e costumes por uma pol\u00edtica oficial que privilegia os interesses de grupos econ\u00f4micos nacionais e estrangeiros\u201d.<\/p>\n<p>Em 1977 a Funai havia demarcado o Parque Ind\u00edgena do Aripuan\u00e3, onde est\u00e3o circunscritas mais de 20 aldeias do povo Paiter Suru\u00ed<strong>*<\/strong>, por\u00e9m, a Colonizadora Itaporanga, dos irm\u00e3os Melhoran\u00e7a loteara parte da reserva, trazendo fam\u00edlias do Estado do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<div id=\"attachment_255431\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-255431 size-570wide lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra-570x402.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra-570x402.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra-170x120.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra-370x261.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/historia-do-territorio-de-rondonia_colonos-e-ex-garimpeiros-esperam-lote-de-terra.jpg 600w\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"402\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 570px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 570\/402;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Grilagem expulsou posseiros entre 1976 e 1977. Den\u00fancias chegaram \u00e0 CPI da Terra.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em conflito armado, morreram brancos invasores e \u00edndios. Muitos colonos levados pelos Melhoran\u00e7a ali chegaram com boa f\u00e9, depois constataram que estavam sendo ca\u00e7ados pela Funai e pela Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>Um ano depois, a situa\u00e7\u00e3o ainda era tensa: \u201c\u00cdndio n\u00e3o \u00e9 gado, por isso, n\u00e3o pode ser trocado de invernada para invernada ao sabor dos poderosos\u201d, protestava o sertanista Apoena Meireles.<\/p>\n<p>No entendimento do Incra, a reserva deveria recuar para melhor disciplinar o processo migrat\u00f3rio nas circunvizinhan\u00e7as do Parque do Aripuan\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No c\u00f4mputo geral, 120 mil pessoas foram inicialmente assentadas durante a coordena\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o S\u00edlvio Gon\u00e7alves de Farias.<\/p>\n<p>Dinheiro do Banco da Amaz\u00f4nia S\/A (Basa), nem pensar. Bancos e Incra n\u00e3o falavam a mesma linguagem. Gerentes de ag\u00eancias do Basa, que em princ\u00edpio se instalara no territ\u00f3rio para desenvolv\u00ea-lo, recusavam-se a conceder financiamentos com base nas LOs (licen\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o), algo que o Banco do Brasil atendia, desde que redigida carta de anu\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>SOBRAVAM CARTAS DE ANU\u00caNCIA, FALTAVAM T\u00cdTULOS DEFINITIVOS<\/strong><\/h4>\n<p>At\u00e9 1976, 42 mil pessoas haviam sido assentadas nos projetos do Incra em 18 estados. Esse volume pouco representava, j\u00e1 que a documenta\u00e7\u00e3o expedida foi pequena. Sobravam cartas de anu\u00eancia e faltavam t\u00edtulos definitivos. Essa ladainha fora exposta aos deputados na<em>\u00a0CPI da Terra<\/em>\u00a0por sucessivos depoimentos de advogados, funcion\u00e1rios do Incra, religiosos, soci\u00f3logos, jornalistas e at\u00e9 por governadores de estados amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Indignado, ao comentar a situa\u00e7\u00e3o de posseiros na gleba Burareiro, em Ariquemes, deputado Santana desafiava: \u201cExiste desvio de finalidade do Incra em Rond\u00f4nia; sua fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pedir despejo de colonos e posseiros, e sim, de grileiros, esses mesmos aos quais oferecem festas e banquetes\u201d. A \u00e1rea com 218 mil hectares havia sido objeto de aliena\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de concorr\u00eancia p\u00fablica (DF-01\/77), para projetos agropecu\u00e1rios que melhor desenvolvessem economicamente a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Porto Velho, o ent\u00e3o gerente da principal ag\u00eancia do BB, C\u00e9lio Foresto, dava a not\u00edcia alvissareira em 1979: empr\u00e9stimos para agricultura subiam de 150 para 580 milh\u00f5es de cruzeiros. O Basa, na contram\u00e3o, financiava de olhos fechados a expans\u00e3o de pastagens e projetos pecu\u00e1rios, nada de alimentos.<\/p>\n<div id=\"attachment_257934\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-257934 size-570wide lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-570x387.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-570x387.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-768x521.jpg 768w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-170x115.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-370x251.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970-870x591.jpg 870w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/rolim-de-moura-anos-1970.jpg 1280w\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"387\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 570px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 570\/387;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Rolim de Moura, ap\u00f3s o projeto do Incra: \u00f4nibus de linha e jipe Gurgel na paisagem<\/p>\n<\/div>\n<h4><strong>LEITE NINHO, VIL\u00c3O INFLACION\u00c1RIO<\/strong><\/h4>\n<p>Em 1979, Colorado do Oeste tinha uma frente de coloniza\u00e7\u00e3o com cerca de 20 mil pessoas, a maioria v\u00edtima de mal\u00e1ria. Enquanto fazendeiros recebiam terras planas e f\u00e9rteis, colonos ficavam com as piores, situadas em \u00e1reas com excesso de morros, baixadas e subidas.<\/p>\n<p>O solo vermelho, com florestas exuberantes, atra\u00eda grandes grupos, entre eles, Terra Rica S.A (110 mil hectares); Oscar Martines ( 48 mil ha) e Jo\u00e3o Arantes do Nascimento (38 mil ha). Latifundi\u00e1rios instalaram-se na regi\u00e3o visando assegurar posses das terras e instalar agropecu\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo estava inflacionado naquele per\u00edodo: o a\u00e7\u00facar era vendido a 35 cruzeiros o saco de dois quilos; farinha de trigo a 20 cruzeiros, sal (um quilo) a 10, lata de \u00f3leo de soja a 40, leite Ninho a 60 a lata, e o litro de gasolina a 15.<\/p>\n<p>A estrada Vilhena-Colorado fora constru\u00edda quatro vezes e s\u00f3 dava preju\u00edzos. Para ir a Vilhena de caminh\u00e3o, colonos pagavam taxa de mil cruzeiros ao chefe de transportes do Incra, mais gorjeta 500 ao propriet\u00e1rio do ve\u00edculo. E assim conseguiam um trator esteira D-8 para reboc\u00e1-los nos atoleiros.<\/p>\n<p>Dois anos antes da CPI da Terra, o Incra declarou ter distribu\u00eddo 11,8 mil t\u00edtulos em seus projetos fundi\u00e1rios na Amaz\u00f4nia Legal, dos qais, s\u00f3 dois mil eram definitivos.\u00a0\u201cComo promover o acesso \u00e0 terra de milhares de colonos, sem dimensionar o escoamento, o transporte, o armazenamento e a comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o? O colono produz arroz, milho e, depois, n\u00e3o tem para quem vender\u201d, questionava o deputado Jer\u00f4nimo Santana (MDB-RO), relator da CPI.<\/p>\n<p>Era comum colonos trocarem sacos de arroz por a\u00e7\u00facar ou latas de leite em p\u00f3. Mesmo nesse clima de dificuldades, Guedes fincou as bases do estado, assinando leis criando os munic\u00edpios de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paran\u00e1, Pimenta Bueno e Vilhena.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Dois milh\u00f5es de hectares do Projeto Corumbiara licitados formaram latif\u00fandios de grupos paulistas. Sonegava-se o imposto territorial rural e 26 mil pessoas estavam sem terra.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Usinas a \u00f3leo diesel forneciam energia el\u00e9trica, por\u00e9m, constantes apag\u00f5es atormentavam a popula\u00e7\u00e3o da Capital, de aproximadamente cem mil habitantes.\u00a0 A Petrobras cortou algumas vezes o fornecimento de \u00f3leo. Porto Velho ficava \u00e0s escuras e ao voo de baratas. Durante visita do presidente Ernesto Geisel \u00e0 Capital, em 1976, o governador chegou a lhe sugerir a cria\u00e7\u00e3o do estado, mas n\u00e3o foi bem sucedido, embora em outubro de 1977 o general dividisse Mato Grosso.<\/p>\n<p>Guedes deixou o cargo em 2 de abril de 1979. Na carta p\u00fablica denominada\u00a0<em>Aos amigos de Rond\u00f4nia<\/em>, em 12 de outubro de 1982, ele se queixava do sucessor, coronel Jorge Teixeira de Oliveira, a quem acusava de \u201cdetratar\u201d a sua administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_256408\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-256408 size-570wide lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho-570x362.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho-570x362.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho-170x108.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho-370x235.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/02\/ex-governador-humberto-guedes-recebe-o-presidente-emilio-medici-em-porto-velho.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"362\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 570px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 570\/362;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O presidente Geisel visita Porto Velho, criando mais cinco munic\u00edpios<\/p>\n<\/div>\n<h4><strong>CH\u00c1 DE CADEIRA\u00a0E<br \/>\nQUEIXAS\u00a0DE TEIXEIR\u00c3O\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>\u201cN\u00e3o poderia continuar em um partido (PDS), cujos dirigentes em Rond\u00f4nia tratam aqueles que me apoiaram como advers\u00e1rios pol\u00edticos\u201d.<\/p>\n<p>Referia-se ao coronel Carlos Augusto Godoy, ex-comandante de fronteira do Acre e Rond\u00f4nia. \u201cEle s\u00f3 ingressou na oposi\u00e7\u00e3o (MDB), porque foi rejeitado pelo PDS\u201d, escrevia Guedes. \u201cAo mesmo tempo em que me chama de irm\u00e3o, re\u00fane-se amigavelmente com todos aqueles que foram ferrenhos opositores \u00e0 minha administra\u00e7\u00e3o, para contempl\u00e1-los com importantes cargos na administra\u00e7\u00e3o e no comando do PDS\u201d, queixava-se Guedes. Incisivo, dizia desconhecer as raz\u00f5es do governador (Teixeira) trat\u00e1-lo como advers\u00e1rio. \u201cNunca tive pretens\u00f5es pol\u00edticas ou outras aspira\u00e7\u00f5es que representassem amea\u00e7a \u00e0s suas grandes ambi\u00e7\u00f5es\u201d, continuava.<\/p>\n<p>Para Guedes, a atitude de Teixeira teria impossibilitado, por exemplo, as candidaturas do ex-governador Jo\u00e3o Carlos Mader, do ex-prefeito de Guajar\u00e1-Mirim, Rigomero da Costa Agra, e do deputado Ant\u00f4nio Morimoto, que trocara S\u00e3o Paulo por Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Mais de 30 anos depois, ele contou ao rep\u00f3rter, em Bras\u00edlia, que levara \u201cch\u00e1 de cadeira\u201d antes de projetar o\u00a0crescimento das lavouras cafeeiras ao ministro da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, \u00c2ngelo Calmon de S\u00e1. Calmon o dissuadia, alegando que Rond\u00f4nia deveria se contentar com a riqueza mineral. \u201cPara n\u00e3o me indispor com o presidente, em respeito \u00e0 hierarquia, deixei de comentar o assunto com voc\u00eas naquela \u00e9poca\u201d, ele justificava.<\/p>\n<p>O governador percebeu que o ministro baiano defendia interesses de seu estado. O grupo Fischer exportava cacau pela primeira vez, para Hanover (Alemanha). O agr\u00f4nomo Assis Canuto, um dos mentores do neg\u00f3cio, acreditava no \u00eaxito da lavoura, apesar dos percal\u00e7os sofridos com a dissemina\u00e7\u00e3o do fungo vassoura-de-bruxa (Crinipellis perniciosa).<\/p>\n<p>Ariquemes estava infestada, mesmo assim, n\u00e3o se descartava a cria\u00e7\u00e3o do polo exportador, via Porto Velho. O grupo Fischer havia conseguido financiamento da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia (Sudam) e pretendia beneficiar as colheitas aqui mesmo. Em meio a batalhas burocr\u00e1ticas nos escal\u00f5es do poder, em Bras\u00edlia, o ent\u00e3o presidente do Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau, Humberto Salom\u00e3o Mafuz entregava documento ao presidente Geisel, condenando investimentos em cacaueiros rondonienses por causa do fungo. Golpe duro.<\/p>\n<p><strong>________<\/strong><\/p>\n<p><strong>*<\/strong>\u00a0<strong>Os Suru\u00ed\u00a0<\/strong>se autodenominam\u00a0<em>Paiter<\/em>, que significa \u201cgente de verdade, n\u00f3s mesmos\u201d. Falam uma l\u00edngua do grupo Tupi e da fam\u00edlia lingu\u00edstica Mond\u00e9. O plural de\u00a0<em>paiter<\/em>\u00a0\u00e9\u00a0<em>paiterei<\/em>, mas, para efeito de padroniza\u00e7\u00e3o dos nomes ind\u00edgenas no Brasil, aqui ser\u00e3o chamados de os Paiter.<\/p>\n<div id=\"attachment_261271\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<p><a href=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979.jpg\" data-fancybox-group=\"entry-gallery\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-261271 size-570wide lazyload\" data-src=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979-570x360.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" data-srcset=\"http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979-570x360.jpg 570w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979-170x107.jpg 170w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979-370x234.jpg 370w, http:\/\/data.portal.sistemas.ro.gov.br\/2019\/03\/colonos-vendem-alho-na-porta-do-banco-em-jiparana-foto-montezuma-cruz-em-1979.jpg 655w\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"360\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 570px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 570\/360;\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">1979 \u2013 Colono vende alho ao lado ag\u00eancia do BB, em Ji-Paran\u00e1<\/p>\n<\/div>\n<h4><strong>ROND\u00d4NIA COM GUEDES<\/strong><\/h4>\n<p>\u25ba\u00a0<strong>O<\/strong><strong>\u00a0secret\u00e1rio de agricultura<\/strong>\u00a0Edgar Cordeiro instalou em Costa Marques o primeiro ber\u00e7\u00e1rio de tartarugas e tracaj\u00e1s da Amaz\u00f4nia Ocidental, conservando essas esp\u00e9cies de quel\u00f4nios.<\/p>\n<p>\u25ba\u00a0<strong>Guedes criou n\u00facleos<\/strong><b>,<\/b>\u00a0entre os quais, os de Apoio Administrativo e da Secretaria de Finan\u00e7as, divididos provisoriamente entre o titular, Alexandre Ferreira Lima Neto, e o auxiliar, Arthur de Mello J\u00fanior. O major Arthur morreu na explos\u00e3o de um avi\u00e3o Minuano em Jaru.<\/p>\n<p>\u25ba\u00a0<b>De 1975 a 1979,\u00a0<\/b>dentro do II\u00a0Plano Nacional de\u00a0Desenvolvimento (PND), o territ\u00f3rio recebeu o Polamaz\u00f4nia (Programa de\u00a0Polos Agropecu\u00e1rios e\u00a0Agrominerais da Amaz\u00f4nia), cujo\u00a0objetivo foi criar polos agr\u00edcolas regionais que permitissem fixa\u00e7\u00e3o populacional nas \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o e de interesse estrat\u00e9gico, formando zonas de integra\u00e7\u00e3o para a concentra\u00e7\u00e3o de capitais.<\/p>\n<p>\u25ba<strong>\u00a0Em meados dos anos 1970<\/strong>, o rebanho bovino de Cacoal ultrapassava 6 mil cabe\u00e7as. Nas \u00e1reas do Projeto de Coloniza\u00e7\u00e3o Gy-Paran\u00e1 (na \u00e9poca escrito com G), pr\u00f3ximas \u00e0quele munic\u00edpio havia 1,1mil cabe\u00e7as; ao longo da BR-364, 3,8 mil, e nos finais de linha, 1,45 mil.\u00a0Rond\u00f4nia j\u00e1 criava gado mesti\u00e7o nelore, gir e indu-Brasil, com matrizes trazidas dos estados de Mato Grosso e Minas Gerais. Ainda n\u00e3o havia exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u25ba\u00a0<strong>A produ\u00e7\u00e3o de leite in natura\u00a0<\/strong>era muito pequena, de 1,5 mil litros por dia. Leite em p\u00f3 vendia bem naquela cidade e em todas as outras do territ\u00f3rio.\u00a0Hortifr\u00fatis vinham de Presidente Prudente (SP) e Campo Grande (MS), distribu\u00eddos por caminh\u00f5es da empresa Takigawa, que atuava aqui e no Acre.<\/p>\n<p>\u25ba\u00a0<strong>Era de 40 cruzeiros<\/strong>, com alimenta\u00e7\u00e3o, o valor da di\u00e1ria do trabalhador bra\u00e7al no territ\u00f3rio, e de 50, sem alimenta\u00e7\u00e3o; na zona rural, 30 e 40 cruzeiros respectivamente.<\/p>\n<p>\u25ba\u00a0<strong>Guedes transformou<\/strong>\u00a0a Guarda Territorial em Pol\u00edcia Militar e construiu o quartel da corpora\u00e7\u00e3o. Construiu ainda a sede do Instituto M\u00e9dico-Legal, o primeiro pr\u00e9dio do Tribunal de Contas, e reestruturou a seguran\u00e7a p\u00fablica.\u00a0Reformou o Pal\u00e1cio das Secretarias (antigo Porto Velho Hotel) na Capital e iniciou as obras da Esplanada das Secretarias, no Bairro Pedrinhas. Construiu o pr\u00e9dio do F\u00f3rum Rui Barbosa, primeira sede do futuro Tribunal de Justi\u00e7a e concluiu o projeto da hidrel\u00e9trica de Samuel.<\/p>\n<p><b>Fonte<\/b><br \/>\nTexto: Montezuma Cruz<br \/>\nFotos: Arquivos Sejucel, Abifina, Montezuma Cruz, Afotom e C\u00e2mara<br \/>\nSecom &#8211; Governo de Rond\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Nomeado pelo presidente Ernesto Geisel, o coronel Humberto Guedes, carioca,\u00a0 governou o Territ\u00f3rio Federal de Rond\u00f4nia de maio de 1975, sucedendo ao coronel Jo\u00e3o Carlos Marques Henriques.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":22183,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4510,4511],"class_list":["post-22180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-historia-de-rondonia","tag-humberto-guedes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}