{"id":23298,"date":"2019-06-15T09:00:15","date_gmt":"2019-06-15T13:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=23298"},"modified":"2019-06-15T09:00:15","modified_gmt":"2019-06-15T13:00:15","slug":"congresso-vai-aprovar-reestruturacao-da-carreira-militar-diz-ministro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2019\/06\/15\/congresso-vai-aprovar-reestruturacao-da-carreira-militar-diz-ministro\/","title":{"rendered":"Congresso vai aprovar reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira militar, diz ministro"},"content":{"rendered":"<p>ABr &#8211; O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, est\u00e1 confiante na aprova\u00e7\u00e3o do projeto de lei que reestrutura a carreira militar. A mat\u00e9ria foi encaminhada ao Congresso paralelamente \u00e0 reforma da <strong>Previd\u00eancia,<\/strong> e a comiss\u00e3o especial que vai analisar o tema foi criada no \u00faltimo dia 29. O ministro ressaltou que as peculiaridades da profiss\u00e3o nas For\u00e7as Armadas exigem normas espec\u00edficas. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 oferecendo a sua vida em prol do pa\u00eds. Ent\u00e3o, ela tem que ter regras espec\u00edficas para o militar e para a fam\u00edlia dele. Eu tenho certeza absoluta que os parlamentares compreendem e v\u00e3o aprovar isso\u201d, apostou.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 jornalista <strong>Roseann Kennedy,<\/strong> o general tamb\u00e9m defendeu a import\u00e2ncia de o Congresso aprovar o acordo de salvaguardas tecnol\u00f3gicas entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para impulsionar o uso comercial da Base de Alc\u00e2ntara, no Maranh\u00e3o. O documento foi assinado em Washington, nos Estados Unidos, em mar\u00e7o, entregue na C\u00e2mara dos Deputados na semana passada e o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi escolhido relator na Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, no dia 12. A estimativa do governo \u00e9 que, se o Brasil detiver, ao menos, 1% do mercado mundial de lan\u00e7amento de sat\u00e9lites at\u00e9 2040, isso representar\u00e1 uma arrecada\u00e7\u00e3o de US$ 10 bilh\u00f5es, por ano. Na entrevista, o ministro falou ainda de temas como a flexibiliza\u00e7\u00e3o do porte de arma e muni\u00e7\u00e3o e \u00a0dos 20 anos do Minist\u00e9rio da Defesa.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:\u00a0<\/strong>Nestes 20 anos do Minist\u00e9rio, houve muita mudan\u00e7a na import\u00e2ncia da defesa no pa\u00eds?<br \/>\n<strong>Fernando Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0Durante estes 20 anos, o Minist\u00e9rio da Defesa teve alguns avan\u00e7os significativos. Uma foi a concep\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es conjuntas, que envolvem as tr\u00eas For\u00e7as. Hoje, numa concep\u00e7\u00e3o de conflito, s\u00f3 existem opera\u00e7\u00f5es conjuntas. N\u00f3s pegamos um per\u00edodo muito f\u00e9rtil, que foram as opera\u00e7\u00f5es de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Para voc\u00ea ter uma ideia, de 1999 at\u00e9 hoje, foram 114 opera\u00e7\u00f5es. A outra coisa que marcou estes 20 anos foi o seu farol, a sua concep\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. Os documentos b\u00e1sicos que foram criados e que d\u00e3o realmente um norte para o Minist\u00e9rio e para Marinha, Ex\u00e9rcito e For\u00e7a A\u00e9rea, que foram a Pol\u00edtica Nacional de Defesa, a Estrat\u00e9gia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa, que s\u00e3o aprovados e referendados pelo nosso Congresso.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0O pa\u00eds tamb\u00e9m teve avan\u00e7o na condi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica, com uma presen\u00e7a no mundo muito mais forte.<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0\u00c9 l\u00f3gico que as concep\u00e7\u00f5es de conflito mudaram. N\u00f3s temos, hoje, os chamados conflitos assim\u00e9tricos, que n\u00e3o t\u00eam fronteira, n\u00e3o t\u00eam pa\u00edses. E a nossa concep\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica foi mudando ao longo disso. Mas n\u00f3s temos duas estrat\u00e9gias b\u00e1sicas, ou tr\u00eas. N\u00f3s temos que ter um poder dissuas\u00f3rio compat\u00edvel com a estatura pol\u00edtica e geogr\u00e1fica que o Brasil tem, com suas riquezas. N\u00f3s temos 22 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados para vigiar, seja em terra, mar ou ar. N\u00f3s temos de ter a capacidade de proje\u00e7\u00e3o de poder, particularmente para atuarmos em for\u00e7as expedicion\u00e1rias em miss\u00e3o de paz que n\u00f3s j\u00e1 atuamos em v\u00e1rias delas. E n\u00f3s j\u00e1 atuamos em v\u00e1rias delas. Mo\u00e7ambique, Angola, Haiti, recentemente, e atualmente temos 375 militares no exterior, em miss\u00e3o de paz.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full lazyload\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/TV Brasil\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/2ocQ4BGNNXoyZUP0RCksiTus_4s=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/roseann_kennedy_entrevista_ministro_da_defesa.jpg?itok=QLs4-N3i\" alt=\"O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, concede entrevista \u00e0 jornalista Roseann Kennedy, do programa Impress\u00f5es, da TV Brasil\" width=\"754\" height=\"424\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 754px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 754\/424;\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, concede entrevista \u00e0 jornalista Roseann Kennedy &#8211;\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o\/TV Brasil<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Quais s\u00e3o seus principais desafios no Minist\u00e9rio da Defesa?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0A pasta da Defesa \u00e9 at\u00e9 simples em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras. N\u00e3o no que seja simples por simplicidade, \u00e9 pela organiza\u00e7\u00e3o que eu tenho, em rela\u00e7\u00e3o ao Ex\u00e9rcito, Marinha e For\u00e7a A\u00e9rea. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es de Estado. Elas atravessam ou se sobrep\u00f5em aos governos. Mas t\u00eam dois desafios. Um \u00e9 o or\u00e7amento necess\u00e1rio. Que eles [recursos] s\u00e3o poucos, s\u00e3o escassos. Nos \u00faltimos anos, n\u00f3s tivemos um or\u00e7amento compat\u00edvel com as nossas necessidades. N\u00f3s sofremos particularmente em rela\u00e7\u00e3o aos nossos programas e projetos. E voc\u00ea n\u00e3o tem m\u00e1gica. Falta uma previsibilidade or\u00e7ament\u00e1ria. Isso que \u00e9 o principal. Ent\u00e3o, quando o recurso \u00e9 pouco em rela\u00e7\u00e3o aos principais programas da For\u00e7a, s\u00f3 tem duas coisas a fazer: ou voc\u00ea alonga o prazo dos programas e projetos, ou voc\u00ea muda o escopo desses programas. E isso \u00e9 ruim. Outro desafio, que iniciou a caminhada no Congresso, \u00e9 o problema da prote\u00e7\u00e3o social dos militares, que confundem com Previd\u00eancia. E a oportunidade que n\u00f3s estamos tendo de ter uma reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira militar, que se faz necess\u00e1ria h\u00e1 algum tempo.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0A quest\u00e3o da aposentadoria de voc\u00eas n\u00e3o \u00e9 tratada em proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC), tem normas espec\u00edficas.<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0Eu acho que os integrantes do Congresso j\u00e1 compreenderam quais s\u00e3o nossas necessidades, as nossas idiossincrasias da profiss\u00e3o militar. A gente n\u00e3o tem um sistema previdenci\u00e1rio, voc\u00ea n\u00e3o tem um Regime Geral da Previd\u00eancia, voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um servidor p\u00fablico. Voc\u00ea tem leis ordin\u00e1rias que regulam a profiss\u00e3o militar. A Constitui\u00e7\u00e3o j\u00e1 amarra as nossas peculiaridades. Voc\u00ea est\u00e1 oferecendo a sua vida em prol do pa\u00eds. Ent\u00e3o, ela tem que ter regras espec\u00edficas para o militar e para a fam\u00edlia dele. Estamos contribuindo para o esfor\u00e7o do pa\u00eds, mudando a parte da prote\u00e7\u00e3o social, estamos passando a contribuir mais, bem mais. Estamos aproveitando para uma reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira, visando \u00e0 meritocracia. Isso sem gerar d\u00e9ficit nenhum, ao contr\u00e1rio, estamos gerando um super\u00e1vit para a receita. Ent\u00e3o eu tenho certeza absoluta que os parlamentares compreendem e v\u00e3o aprovar isso.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0A Defesa tem outras formas de contribuir com o ajuste fiscal, al\u00e9m do pr\u00f3prio entendimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma da Previd\u00eancia?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0Tem, n\u00f3s j\u00e1 fazemos isso. N\u00f3s temos a Base Industrial de Defesa. S\u00e3o empresas estrat\u00e9gicas nossas. Sempre de maneira dual, tanto serve para a parte militar como para a civil. Ela \u00e9 a respons\u00e1vel por 4% do Produto Interno Bruto.\u00a0 Gera 60 mil empregos diretos e mais 240 mil empregos indiretos. Quer dizer, n\u00f3s estamos contribuindo.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Como est\u00e1 a quest\u00e3o do Acordo de Salvaguardas Tecnol\u00f3gicas, para o uso comercial da Base de Alc\u00e2ntara?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0Esse \u00e9 outro processo importante que o Minist\u00e9rio da Defesa est\u00e1 \u00e0 frente, com o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia. Isso a\u00ed come\u00e7ou em 1983, com a cria\u00e7\u00e3o da base de lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara. Mas o primeiro acordo de salvaguardas, que \u00e9 um acordo comercial, foi para o Congresso em 2000. \u00c9 um acordo com os americanos, que det\u00eam 80% de todos os componentes sat\u00e9lites, voc\u00ea tem que passar por ele. Como passaram a R\u00fassia e a China, que t\u00eam o mesmo acordo. Em 2000, n\u00f3s n\u00e3o tivemos \u00eaxito. Aperfei\u00e7oamos as corre\u00e7\u00f5es que o Congresso achou por bem fazer. Levamos de novo para o acordo, foi aprovado o novo acordo, e n\u00f3s, na semana passada, entramos no Congresso com um projeto de lei desse acordo que \u00e9 comercial e ben\u00e9fico para o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Isso pode ajudar tamb\u00e9m na quest\u00e3o fiscal?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m. Primeiro, a localiza\u00e7\u00e3o em termos t\u00e9cnicos vai ser a melhor base em condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de lan\u00e7amento de sat\u00e9lite do mundo. Ent\u00e3o, os pa\u00edses que venham lan\u00e7ar os sat\u00e9lites aqui, \u00e9 um acordo comercial. Isso gera divisas. Isso gera recursos, impulso at\u00e9 para a regi\u00e3o do Maranh\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 um acordo muito bom.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0J\u00e1 que falamos de Base de Alc\u00e2ntara, o senhor, que foi precursor dos paraquedistas, viajaria num foguete?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0Eu viajaria num foguete s\u00f3 se eu pudesse colocar um paraquedas e, se for muito alto, o oxig\u00eanio. Sem paraquedas eu n\u00e3o subo num foguete.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Nunca deu medo de saltar, nem quando houve pane no paraquedas?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:\u00a0<\/strong>A minha paix\u00e3o sempre foi o paraquedismo. Eu passei ali 12 anos. Como general, eu comandei os paraquedistas, que \u00e9 o sonho de todo paraquedista. Quando eu estava come\u00e7ando a saltar, perguntei a um oficial que tinha muito salto se ele tinha medo. E ele falou assim: &#8216;Tenente, se eu n\u00e3o tiver medo mais de saltar, eu paro de saltar. Significa que eu estou ficando louco.&#8217; Ent\u00e3o, medo voc\u00ea sempre tem. Mas dominar o medo \u00e9 muito bom. Agora, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s panes de paraquedas que eu tive, n\u00e3o \u00e9 uma boa situa\u00e7\u00e3o. Mas ainda bem que a gente tem um paraquedas reserva. Foram sete panes que eu tive.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Vamos falar de seguran\u00e7a. Um dos assuntos na pauta no pa\u00eds \u00e9 o decreto que flexibiliza o porte de arma e muni\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 o impacto que o senhor avalia que isso pode ter na seguran\u00e7a p\u00fablica do pa\u00eds?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0N\u00f3s vamos ver o impacto a partir de agora. Mas vamos ver o modelo anterior. \u00c9 um modelo que n\u00e3o tinha uma flexibiliza\u00e7\u00e3o, chegou-se a \u00edndices de criminalidade alarmantes. Voc\u00ea n\u00e3o pode ter, num passado recente, 63 mil homic\u00eddios. Ent\u00e3o \u00e9 um modelo que n\u00e3o estava dando certo. \u00c9 um modelo em que o bandido, o malfeitor estava armado e o chefe de fam\u00edlia sem possibilidade de uma autodefesa, de estar armado. Ent\u00e3o, n\u00e3o fugiu o controle o decreto. Continua o controle. Mas deu uma flexibilidade maior, com a possibilidade de um chefe de fam\u00edlia ter a sua defesa, dele e de seu lar. N\u00f3s vamos esperar os resultados. Mas eu acho que foi bom.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0E esse resultado voc\u00eas v\u00e3o conseguir medir em curto, m\u00e9dio ou longo prazo?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:\u00a0<\/strong>Acho que \u00e9 m\u00e9dio prazo. Agora, o importante \u00e9 que o modelo anterior n\u00e3o deu certo, pelos \u00edndices alarmantes que a gente tem.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0Pesquisa recente mostra que a popula\u00e7\u00e3o v\u00ea as For\u00e7as Armadas como a institui\u00e7\u00e3o de maior confiabilidade no pa\u00eds. A que o senhor creditaria isso?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0S\u00e3o v\u00e1rios fatores. Uma \u00e9 pela postura de seriedade que as For\u00e7as sempre tiveram. Outra, no passado, desde o descobrimento do Brasil, as For\u00e7as Armadas, diferentemente de outros pa\u00edses, foram respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira. Elas estiveram presentes em todos os momentos importantes do Brasil. Outra \u00e9 pela presen\u00e7a nossa em todo o territ\u00f3rio. E pelo servi\u00e7o militar, pelos parentes, pelo av\u00f4, pai, filho, que servem e veem a nossa seriedade. Ent\u00e3o s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es muito s\u00f3lidas. T\u00eam seus erros? T\u00eam. Mas n\u00f3s cortamos na carne os nossos erros, a Marinha, o Ex\u00e9rcito e as For\u00e7as A\u00e9reas.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:\u00a0<\/strong>No passado, existia um jovem reticente, sem querer entrar para o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio. Como \u00e9 isso hoje?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0A Constitui\u00e7\u00e3o Federal sabiamente prev\u00ea o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio. Tem pa\u00edses que tiraram isso, se arrependeram e voltaram. A seguran\u00e7a do pa\u00eds merece o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, at\u00e9 para formar o reservista. Mas antes, que havia alguns pedidos para n\u00e3o servir, esse quadro mudou. N\u00f3s temos em m\u00e9dia por servi\u00e7o militar 1,8 milh\u00e3o de jovens que se alistam, prontos para servir. A gente aproveita, em m\u00e9dia, cerca de 6% disso, \u00e9 muito pouco. Ent\u00e3o \u00e9 o contr\u00e1rio. Agora a demanda maior \u00e9 querer servir. E tem outras entradas. Tem a parte de sargento, tem a parte de oficiais. Ent\u00e3o a demanda para as escolas militares \u00e9 muito boa. O que a gente n\u00e3o pode perder, a\u00ed vem a reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira militar, \u00e9 o incentivo ao jovem procurar a carreira definitiva das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:\u00a0<\/strong>Que salto o senhor ainda quer dar na sua vida?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:<\/strong>\u00a0J\u00e1 saltei muito, mas o salto que eu quero dar na minha vida \u00e9 saltar para bater palma pelo sucesso dos meus filhos e da minha neta. \u00c9 esse \u00e9 o salto.<\/p>\n<p><strong>Roseann Kennedy:<\/strong>\u00a0O senhor acredita que o Brasil vai mostrar toda a sua pot\u00eancia quando?<br \/>\n<strong>Azevedo e Silva:\u00a0<\/strong>[Em] toda grande caminhada para o pa\u00eds virar uma pot\u00eancia, tem que dar o primeiro passo. E eu acho que o passo foi dado nessas elei\u00e7\u00f5es. O povo quis mudan\u00e7a. O povo quis um novo sistema. E esse governo do presidente Bolsonaro foi eleito por causa disso. Para dar o primeiro passo para o Brasil realmente se tornar uma pot\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>ABr &#8211; O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, est\u00e1 confiante na aprova\u00e7\u00e3o do projeto de lei que reestrutura a carreira militar. 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