{"id":25052,"date":"2019-09-18T11:47:30","date_gmt":"2019-09-18T15:47:30","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=25052"},"modified":"2019-09-18T11:47:30","modified_gmt":"2019-09-18T15:47:30","slug":"ilpf-permite-ganho-de-peso-animal-mesmo-em-periodos-secos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2019\/09\/18\/ilpf-permite-ganho-de-peso-animal-mesmo-em-periodos-secos\/","title":{"rendered":"ILPF permite ganho de peso animal mesmo em per\u00edodos secos"},"content":{"rendered":"<p>Garantir o ganho de peso dos rebanhos em per\u00edodos de seca \u00e9 um grande desafio para os pecuaristas da regi\u00e3o Semi\u00e1rida. Mas uma pesquisa que vem sendo realizada pela Embrapa e parceiros na regi\u00e3o do brejo paraibano tem demonstrado que isso \u00e9 poss\u00edvel com a ado\u00e7\u00e3o da Integra\u00e7\u00e3o <strong>Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta<\/strong> (ILPF). Em resultados preliminares com as ra\u00e7as guzer\u00e1 e sindi o ganho de peso m\u00e9dio di\u00e1rio foi de 720 gramas por animal no per\u00edodo de chuva e 400 gramas no per\u00edodo seco.<\/p>\n<p>\u201cSe 30% do rebanho da Para\u00edba \u2013 o equivalente a 376.924 cabe\u00e7as &#8211;\u00a0 estivesse sob o sistema ILPF, o ganho de peso potencial com esses resultados que obtivemos aqui seria de 452.309,4 arrobas, o que equivaleria a R$ 67.846.410\u201d, calcula o pesquisador da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extens\u00e3o Rural e Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria (Empaer), Ricardo Leite, no dia campo sobre ILPF &#8211; uma estrat\u00e9gia para o neg\u00f3cio agropecu\u00e1rio no Nordeste, realizado na esta\u00e7\u00e3o experimental de Alagoinha, PB, na \u00faltima sexta-feira (13).<\/p>\n<p>Cerca de 250 pessoas entre pecuaristas, t\u00e9cnicos e estudantes das \u00e1reas de agronomia, zootecnia e veterin\u00e1ria compareceram ao evento. Todos interessados em conhecer os resultados das pesquisas com ILPF visando mitigar os efeitos das secas e estiagens e aumentar a oferta de alimentos para os animais, mesmo com a escassez de \u00e1gua. As pesquisas v\u00eam sendo desenvolvidas h\u00e1 cinco anos pela\u00a0Embrapa Algod\u00e3o\u00a0e\u00a0Embrapa Solos, em parceria com a Empaer, Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB),\u00a0Plano ABC\u00a0e\u00a0Rede ILPF.<\/p>\n<p><strong>Conforto t\u00e9rmico<\/strong><br \/>\nOutro fator observado na pesquisa foi a import\u00e2ncia das \u00e1rvores para o conforto t\u00e9rmico animal. A temperatura do animal exposto ao sol na regi\u00e3o chega a 41,8\u00b0C, enquanto que na sobra a temperatura cai para 34\u00b0C. \u201cEm \u00e9poca de seca, das 10 \u00e0s 15 horas os animais ficam aglomerados procurando sombra. Sem se alimentar, n\u00e3o ganham peso. Al\u00e9m disso, numa temperatura acima de 37\u00b0C o animal entra em estresse t\u00e9rmico, perde peso e diminui a produ\u00e7\u00e3o de leite\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Voca\u00e7\u00e3o para pecu\u00e1ria<\/strong><br \/>\nO presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria da Para\u00edba (FAEPA\/Senar), M\u00e1rio Borba, destacou a voca\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o semi\u00e1rida para a pecu\u00e1ria. \u201cToda a pecu\u00e1ria do mundo est\u00e1 em regi\u00f5es semi\u00e1ridas. Porque aqui n\u00e3o podemos ter?\u201d, questiona. Segundo ele, para que a pecu\u00e1ria possa avan\u00e7ar com sustentabilidade na regi\u00e3o, \u00e9 preciso investir em assist\u00eancia t\u00e9cnica. \u201cOu o produtor se conscientiza que tem que se capacitar, que precisa de assist\u00eancia t\u00e9cnica ou ele vai ficar parado na d\u00e9cada de 1950. No futuro, s\u00f3 vai ficar no campo quem conseguir melhorar a produ\u00e7\u00e3o. Temos que ter uma nova vis\u00e3o do que ser\u00e1 a pecu\u00e1ria do futuro e da import\u00e2ncia da tecnologia nesse processo\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/1355081\/1527225\/Gr%C3%A1fico+sobre+ILPF+no+Semi%C3%A1rido\/132e61ed-7629-dcaf-39e3-ee3cab68bcad?t=1568747132969\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Mais resili\u00eancia contra a seca<\/strong><br \/>\nA Unidade de Refer\u00eancia Tecnol\u00f3gica (URT) de Alagoinha foi instalada em 2015, com o objetivo de oferecer novas op\u00e7\u00f5es de manejo para a regi\u00e3o. A \u00e1rea utilizada \u00e9 de dois hectares, onde s\u00e3o trabalhadas as pastagens (braqui\u00e1rias), em cons\u00f3rcio com esp\u00e9cies arb\u00f3reas como o sabi\u00e1 e a gliric\u00eddia, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola com lavouras de milho e feij\u00e3o macassar. \u201cN\u00f3s passamos por v\u00e1rios anos de seca na regi\u00e3o e esse sistema conseguiu se estabelecer e aumentar a resili\u00eancia dos sistemas agr\u00edcolas, relata o pesquisador da Embrapa Solos, Andr\u00e9 Amaral. \u201cO ponto principal desse experimento \u00e9 transformar toda a \u00e1gua da chuva em alimento e forragem\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo ele, o solo protegido \u00e9 fator primordial quando se fala em melhorar a produtividade e a rentabilidade. \u201cSe n\u00e3o temos solo coberto, em vez de produzir, n\u00f3s perdemos solo e nutrientes, tornando os custos de produ\u00e7\u00e3o elevados, ent\u00e3o nosso desafio \u00e9 mostrar como recuperar solos e pastagens degradadas e oferecer op\u00e7\u00f5es para diversifica\u00e7\u00e3o de culturas\u201d, observa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de promover a cobertura do solo, o modelo ILPF para a regi\u00e3o semi\u00e1rida tem uma preocupa\u00e7\u00e3o diferente das demais regi\u00f5es, conforme o professor da UFPB Adailson Pereira. \u201cN\u00e3o queremos apenas formar palhada, mas tamb\u00e9m segurar a \u00e1gua por mais tempo no solo. E as ra\u00edzes cumprem um papel fundamental nesse sentido. Elas ajudam a recuperar os nutrientes das diferentes camadas e canalizam a \u00e1gua para as partes mais baixas do solo. Tamb\u00e9m ajudam a aumentar o teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica, que \u00e9 capaz de segurar de cinco a dez vezes o seu volume em \u00e1gua no solo\u201d, explica. \u201cO agricultor do Semi\u00e1rido sabe a import\u00e2ncia de um m\u00eas a mais de \u00e1gua no solo\u201d, completa.<\/p>\n<p>Entre os objetivos da pesquisa desenvolvida na regi\u00e3o est\u00e3o: recuperar pastagens e produzir forragens, produzir alimentos sob o sistema plantio direto, produzir madeira, tornar os solos mais produtivos, aumentar o armazenamento de \u00e1gua no solo, favorecer o conforto animal e melhorar a rentabilidade do produtor.<\/p>\n<p><strong>Planejar \u00e9 preciso<\/strong><br \/>\nO Senar ficou respons\u00e1vel pelo tema \u201cPlanejamento da propriedade e custo na implanta\u00e7\u00e3o do ILPF e seus diferentes arranjos produtivos\u201d. \u201cEu vejo que muitos de voc\u00eas est\u00e3o admirados com os resultados obtidos nessa URT, mas teoricamente, voc\u00eas tamb\u00e9m podem ter esses resultados na propriedade de voc\u00eas. Para isso, \u00e9 preciso planejamento. A parte produtiva da propriedade \u00e9 importante, claro. Mas a gest\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto. A quest\u00e3o administrativa deve ser levada muito a s\u00e9rio\u201d, afirma o chefe do Departamento de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial do Senar, Gabriel Petelinkar.<\/p>\n<p>Os participantes do dia de campo em Alagoinha tiveram ainda a oportunidade de conhecer a import\u00e2ncia das forrageiras e da qualidade das sementes na produ\u00e7\u00e3o de carne e leite; recomenda\u00e7\u00e3o de aduba\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o da atividade biol\u00f3gica dos solos com as diversas composi\u00e7\u00f5es de plantas na URT; e sobre o uso da cerca el\u00e9trica para aumentar a \u00e1rea das pastagens da propriedade, fornecendo a melhor parte das forrageiras para os animais.<\/p>\n<p>O evento foi uma realiza\u00e7\u00e3o da Embrapa, em parceria com a Empaer, Plano ABC, Rede ILPF, UFPB, Sementes Oeste Paulista (SOESP), Speedrite (empresa de cercas el\u00e9tricas) e Rancho Alegre (produtos agropecu\u00e1rios).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta permite ganho de peso animal mesmo em per\u00edodos secos permite ganho de peso animal mesmo em per\u00edodos secos.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":25053,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[5490],"class_list":["post-25052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agronegocio","tag-lavoura-pecuaria-floresta"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25052\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}