{"id":35972,"date":"2023-08-09T11:24:15","date_gmt":"2023-08-09T15:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=35972"},"modified":"2023-08-09T11:24:15","modified_gmt":"2023-08-09T15:24:15","slug":"especial-500-toneladas-de-produtos-brasileiros-por-semana-abastecem-a-bolivia-pelo-rio-mamore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2023\/08\/09\/especial-500-toneladas-de-produtos-brasileiros-por-semana-abastecem-a-bolivia-pelo-rio-mamore\/","title":{"rendered":"ESPECIAL \u2013 500 toneladas de produtos brasileiros por semana abastecem a Bol\u00edvia pelo Rio Mamor\u00e9"},"content":{"rendered":"<h3>As cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois s\u00e3o internadas na Bol\u00edvia e entram no Brasil por Guajar\u00e1-Mirim.<\/h3>\n<p>\u00d3leo diesel, m\u00e1quinas agr\u00edcolas, suprimentos de constru\u00e7\u00e3o civil s\u00e3o alguns dos produtos brasileiros exportados diariamente para a Bol\u00edvia. O porto inaugurado nesta ter\u00e7a-feira, 8, em Guajar\u00e1-Mirim, dever\u00e1 melhorar ainda mais o com\u00e9rcio bilateral que movimenta por semana um volume de aproximadamente quinhentas 500 toneladas.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, pelo chamado \u201cPonto de Fronteira\u201d, o Beni fornece 150 toneladas semanais de diversos produtos, especialmente madeira e ureia, informa o respons\u00e1vel pelo setor aduaneiro no porto, Adriano Zuba Braga.<\/p>\n<p>Da China s\u00e3o importados itens diversos, entre os quais pneus e outros\u00a0de uso dom\u00e9stico. Al\u00e9m disso, cerca de duzentas toneladas de mercadorias, incluindo-se mercadorias bolivianas destinadas a outros pa\u00edses passam pelo Brasil \u2013 castanha e madeira, principalmente. E ainda, mercadorias da Bol\u00edvia que v\u00e3o para outras partes da Bol\u00edvia, a exemplo de refrigerantes ou g\u00e1s natural que saem do Beni para o Departamento do Pando, ou at\u00e9 mesmo para o Departamento de Santa Cruz, passando por estradas brasileiras.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-34904 size-full alignleft lazyload\" data-src=\"https:\/\/senadorconfucio.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2023-08-08-at-18.06.07.jpeg\" data-sizes=\"(max-width: 475px) 100vw, 475px\" data-srcset=\"https:\/\/senadorconfucio.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2023-08-08-at-18.06.07.jpeg 475w, https:\/\/senadorconfucio.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2023-08-08-at-18.06.07-300x183.jpeg 300w\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"289\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 475px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 475\/289;\" \/>\u00c9 comum no porto de Guajar\u00e1-Mirim a importa\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o de castanha \u201calmendra\u201d que sai de Rond\u00f4nia para o pa\u00eds vizinho, ou dele para este estado, in natura (com casca), ou \u00e0s vezes beneficiadas.<br \/>\nAs cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois s\u00e3o internadas na Bol\u00edvia e entram no Brasil por Guajar\u00e1-Mirim.<br \/>\nSegundo o delegado da Receita Federal em Guajar\u00e1-Mirim, Leonildo Camilo Rosa, existem importa\u00e7\u00f5es que o Brasil faz por essa fronteira, ou exporta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o t\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a Bol\u00edvia. \u201cEssas mercadorias entram ou saem do Brasil pelos portos de Manaus e de Paranagu\u00e1\u201d, ressalva.<\/p>\n<p>As cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois s\u00e3o internadas na Bol\u00edvia e entram no Brasil por Guajar\u00e1-Mirim.<\/p>\n<p>O \u201cponto de Fronteira de Guajar\u00e1-Mirim\u201d \u00e9 o \u00fanico alfandegado entre o Brasil e o Departamento do Beni, na Bol\u00edvia. Por ele passam todas as mercadorias dos dois pa\u00edses.<br \/>\nConforme o inspetor-chefe aduaneiro Paulo Ricardo de Oliveira Giron, as exporta\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o atendem a uma popula\u00e7\u00e3o boliviana de mais de 500 mil pessoas.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, ele explicou, o \u201cPonto de Fronteira\u201d trabalhava sem piso pavimentado, nem cobertura no local destinado aos ve\u00edculos de carga. O modelo IP4 entregue com a presen\u00e7a dos ministros M\u00e1rcio Fran\u00e7a (Portos e Aeroportos) e Renan Filho (Transportes) nesta ter\u00e7a-feira foi constru\u00eddo para oferecer um local mais adequado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o desses ve\u00edculos.<\/p>\n<p>O trabalho Com\u00e9rcio em fronteira: os circuitos da economia urbana em Guajar\u00e1-Mirim (Estado de Rond\u00f4nia, Brasil) e Guayaramer\u00edn (Departamento de Beni, Bol\u00edvia) *, da Universidad Nacional Costa Rica, enfatiza que cidades situadas na fronteira brasileira assumem o papel relevante no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Trechos do estudo:<br \/>\n\u201cA funcionalidade da fronteira deixou de ser um espa\u00e7o de separa\u00e7\u00e3o para ser um espa\u00e7o fronteiri\u00e7o de integra\u00e7\u00e3o, talvez esteja a\u00ed a principal diferen\u00e7a da compreens\u00e3o cl\u00e1ssica da geopol\u00edtica sobre fronteira para a atual, onde os processos atuais empenhados ora pelos estados e pela economia a transformaram.\u201d<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o esses n\u00facleos urbanos s\u00e3o os pontos mais avan\u00e7ados da soberania do Pa\u00eds no contexto de coopera\u00e7\u00e3o e da integra\u00e7\u00e3o regional\u201d, principalmente do ponto de vista da economia e da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e de pessoas.<br \/>\nNo entanto, ressalta diversos problemas que comprometem o desenvolvimento econ\u00f4mico e social: contrabando, roubo de ve\u00edculos, passagem de drogas, prostitui\u00e7\u00e3o, garimpo ilegal e desvio de usos normativos.<\/p>\n<p>\u201cAs cidades de fronteira representam um n\u00f3 de uma rede de circula\u00e7\u00e3o, seja como ponto final da via de acesso ou pela centralidade criada pelos servi\u00e7os e pelos fluxos convergentes a esta. No caso particular, a fronteira \u00e9 formada por dois n\u00f3s, um na cidade de Guajar\u00e1-Mirim e outro em Guayaramer\u00edn.\u201d<\/p>\n<p>\u201cApesar dos limites r\u00edgidos da fronteira, as rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio perpassam esses limites onde se estabelece distintas formas para a comercializa\u00e7\u00e3o na fronteira. Nesse sentido, podemos destacar os distintos fluxos de passageiros e de cargas entre as cidades.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA dinamicidade da fronteira ocorre em parte pela exist\u00eancia do com\u00e9rcio de fronteira. No caso de Guajar\u00e1-Mirim, os atacadistas n\u00e3o est\u00e3o diretamente vinculados a isso, pois as mercadorias destinadas a essa cidade s\u00e3o retornadas para as demais cidades rondonienses, enquanto em Guayaramer\u00edn os com\u00e9rcios pr\u00f3ximos da Aduana s\u00e3o respons\u00e1veis pela movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA diferencia\u00e7\u00e3o na oferta de bens de consumo \u00e9 um dos elementos que alimenta a dinamicidade da fronteira; se em Guayaramer\u00edn encontra-se a comercializa\u00e7\u00e3o de vestu\u00e1rio, brinquedos, rel\u00f3gios e restaurantes que atraem brasileiros em decorr\u00eancia dos pre\u00e7os serem inferiores no Brasil, em Guajar\u00e1-Mirim a oferta de bens de consumo \u2013 arroz, carne, frango e material de constru\u00e7\u00e3o civil s\u00e3o os elementos adquiridos pelos bolivianos que deslocam esses bens para suas cidades pr\u00f3ximas da fronteira. Todavia, como o fluxo de brasileiros \u00e9 mais frequente para o lado boliviano, \u00e9 l\u00e1 que encontramos os pequenos \u201ccambistas\u201d trocando moeda para os visitantes.\u201d<\/p>\n<blockquote><p>*<strong>\u00a0Com\u00e9rcio em fronteira: os circuitos da economia urbana em Guajar\u00e1-Mirim (Estado de Rond\u00f4nia, Brasil) e Guayaramer\u00edn, de autoria dos professores Thiago Oliveira, Ricardo Jos\u00e9 Batista Nogueira e Yuji Santo Yano, todos da Universidade Federal do Amazonas.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As cargas provenientes da China passam primeiro pelo Chile (Iquique), depois s\u00e3o internadas na Bol\u00edvia e entram no Brasil por Guajar\u00e1-Mirim.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":35973,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[7606,1104,280,14,584],"class_list":["post-35972","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","tag-beni","tag-bolivia","tag-brasil","tag-guajara-mirim","tag-guayaramerin"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35972\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35973"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}