{"id":40387,"date":"2025-08-27T07:49:41","date_gmt":"2025-08-27T11:49:41","guid":{"rendered":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/?p=40387"},"modified":"2025-08-27T07:49:41","modified_gmt":"2025-08-27T11:49:41","slug":"nova-tecnologia-mudara-forma-como-brasileiros-assistem-televisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhaderondonianews.com\/news\/2025\/08\/27\/nova-tecnologia-mudara-forma-como-brasileiros-assistem-televisao\/","title":{"rendered":"Nova tecnologia mudar\u00e1 forma como brasileiros assistem televis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"header-noticia full-width\">\n<h2 class=\"linha-fina-noticia\">\u00c9 a TV 3.0 que ser\u00e1 lan\u00e7ada nesta quarta-feira pelo governo. N\u00e3o ser\u00e3o mais apenas canais, mas aplicativos.<\/h2>\n<p><strong>Pedro Rafael Vilela\/ABr &#8211;<\/strong> O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva assina nesta quarta-feira (27), no Pal\u00e1cio do Planalto, o decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova gera\u00e7\u00e3o da tecnologia de televis\u00e3o aberta e gratuita brasileira. Segundo o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, a tecnologia vai revolucionar a forma como os brasileiros assistem televis\u00e3o.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1655966&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1655966&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"subheader\">\n<div class=\"container-autoria\">\n<p><strong>&#8220;Com mais interatividade, qualidade de som, imagem superior e maior integra\u00e7\u00e3o com a internet, o novo sistema moderniza o setor e coloca o pa\u00eds na vanguarda da radiodifus\u00e3o mundial&#8221;, diz a pasta.<\/strong><\/p>\n<p>Considerada &#8220;a televis\u00e3o do futuro&#8221;, a TV 3.0 vai integrar os servi\u00e7os de internet (<em>broadband<\/em>) \u00e0 habitual transmiss\u00e3o de sons e imagens (<em>broadcast<\/em>), possibilitando o uso de aplicativos que permitir\u00e3o aos telespectadores interagir com parte da programa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de gera\u00e7\u00e3o de receitas \u00e0s emissoras.<\/p>\n<p>No ano passado, os membros do conselho deliberativo do F\u00f3rum do Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital (SBTVD), entidade respons\u00e1vel pela nova gera\u00e7\u00e3o, recomendaram ao governo federal a ado\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-07\/forum-recomenda-sistema-atsc-30-para-tv-digital-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sistema ATSC 3.0<\/a>\u00a0(do ingl\u00eas, Comit\u00ea de Sistema Avan\u00e7ado de Televis\u00e3o) como padr\u00e3o t\u00e9cnico\u00a0para a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da TV digital. Isso deve\u00a0ser confirmado pelo decreto presidencial. O decreto\u00a0tamb\u00e9m deve estabelecer as novas funcionalidade, bem como um cronograma de migra\u00e7\u00e3o, que deve ser gradativo, come\u00e7ando pelas grandes cidades, como foi com a TV digital. A previs\u00e3o \u00e9 que parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 consiga desfrutar da TV 3.0 durante as transmiss\u00f5es da Copa do Mundo de 2026.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A televis\u00e3o aberta da era digital permitir\u00e1 mais interatividade e personaliza\u00e7\u00e3o, como vota\u00e7\u00f5es em tempo real, conte\u00fados estendidos, servi\u00e7os de governo digital, alertas de emerg\u00eancia, novos recursos de acessibilidade, publicidade e conte\u00fados personalizados, e at\u00e9 T-commerce, com compras pelo controle remoto. A TV3.0 representa mais do que uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, ela simboliza a renova\u00e7\u00e3o de um compromisso hist\u00f3rico da radiodifus\u00e3o com a informa\u00e7\u00e3o, a cultura e a \u00e9tica&#8221;, afirma o executivo Raymundo Barros, diretor de Estrat\u00e9gia de Tecnologia da Globo e presidente do F\u00f3rum SBTVD, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Uma das principais inova\u00e7\u00f5es da TV 3.0 \u00e9 justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de passar a oferecer, al\u00e9m do sinal aberto j\u00e1 transmitido em tempo real, conte\u00fados adicionais sob demanda, como s\u00e9ries, jogos, programas e outras possibilidades.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Isso muda a forma como o telespectador acessa a programa\u00e7\u00e3o. Em vez de &#8216;ca\u00e7ar&#8217; a TV aberta dentro do aparelho, os canais voltam a estar em posi\u00e7\u00e3o de destaque em um cat\u00e1logo de aplicativos, com \u00edcones equivalentes aos canais tradicionais. E n\u00e3o \u00e9 por isso que a troca r\u00e1pida entre canais desaparecer\u00e1: a pesquisa mostrou o quanto \u00e9 importante manter essa cultura do zapeamento e isso se traduz na troca r\u00e1pida entre os aplicativos das emissoras na TV 3.0. Esse modelo devolve visibilidade \u00e0 TV aberta nos receptores e abre espa\u00e7o para interatividade, personaliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o com servi\u00e7os internet&#8221;, destacou Marcelo Moreno, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenador do GT Codifica\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es do F\u00f3rum SBTVD e dos maiores especialistas em TV digital no pa\u00eds.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Retomada do protagonismo<\/h2>\n<p>Professor titular do Departamento de Sistemas de Computa\u00e7\u00e3o do Centro de Inform\u00e1tica da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), o engenheiro Guido Lemos, que atuou no desenvolvimento do programa Ginga, incorporado ao padr\u00e3o do Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital, avalia que a TV 3.0 pode impulsionar a retomada de relev\u00e2ncia da televis\u00e3o na oferta preferencial de conte\u00fados, que est\u00e1 sob amea\u00e7a com a emerg\u00eancia, cada vez forte, dos servi\u00e7os de m\u00eddia sob demanda (OTT, na sigla em ingl\u00eas), como os canais de\u00a0<em>streaming<\/em>, diretamente instalados nos aparelhos de TV.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Quando voc\u00ea olha o que que t\u00e1 acontecendo nas TVs que est\u00e3o instaladas em v\u00e1rias resid\u00eancias do Brasil, principalmente o pessoal de renda mais alta, que tem acesso \u00e0 internet e consegue sustentar fluxos de v\u00eddeo nos aparelhos de televis\u00e3o,\u00a0observa que a maioria dessas TVs n\u00e3o est\u00e1\u00a0conectada\u00a0em antena de recep\u00e7\u00e3o de TV aberta&#8221;, observa.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os novos aparelhos da TV 3.0 dever\u00e3o vir de f\u00e1brica com a primeira tela apresentando um cat\u00e1logo de canais de televis\u00e3o abertos, o que n\u00e3o vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, essas que conectam com a internet, que d\u00e3o prioridade aos aplicativos de OTT.<\/strong>\u00a0&#8220;A proemin\u00eancia do \u00edcone do DTV Mais na primeira tela, do bot\u00e3o DTV Mais no controle remoto, de certa forma, \u00e9 uma reconquista do espa\u00e7o que a TV aberta perdeu na primeira tela e no controle remoto dos receptores de TV. Ent\u00e3o, com isso, esse processo de diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de usu\u00e1rios pode ser revertido&#8221;, acrescenta Lemos.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios brasileiros com sinal de televis\u00e3o e com assinatura de servi\u00e7os por TV fechada tem ca\u00eddo, enquanto os\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-08\/presenca-de-tv-diminui-e-421-dos-lares-com-televisao-tem-streaming\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">servi\u00e7os de\u00a0<em>streaming<\/em><\/a>\u00a0t\u00eam aumentado, chegando a quatro de cada dez lares com televis\u00e3o.<\/p>\n<h2>Campo p\u00fablico<\/h2>\n<p><strong>No campo p\u00fablico, a TV 3.0 deve assegurar destaque para emissoras de car\u00e1ter educativo, por meio da cria\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo chamado de Plataforma Comum de Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica e do chamado Governo Digital, este \u00faltimo dedicado a garantir acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos diretamente pela televis\u00e3o, promovendo maior integra\u00e7\u00e3o entre Estado e cidad\u00e3o<\/strong>. Mesmo em localidades onde o sinal de emissoras p\u00fablicas n\u00e3o chega\u00a0por antena de radiodifus\u00e3o, a conex\u00e3o pela\u00a0internet poder\u00e1 suprir essa lacuna.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Haver\u00e1 uma plataforma comum que vai compor os canais da Uni\u00e3o e, com isso, todo televisor que tenha conex\u00e3o com a internet vai poder acessar o conte\u00fado dessas emissoras p\u00fablicas. Cabe destacar que mais de 50% dos televisores hoje no Brasil s\u00e3o conectados \u00e0 internet&#8221;, afirma\u00a0Carlos Neiva vice-presidente de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Rede e Tecnologia da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Televis\u00f5es e R\u00e1dios Legislativas (Astral) e coordenador da Rede Legislativa de R\u00e1dio e TV da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;N\u00e3o ser\u00e3o mais apenas canais, mas aplicativos. E a rede legislativa ter\u00e1 seu aplicativo, a\u00a0<strong>TV Brasil<\/strong>, o\u00a0<strong>Canal Gov<\/strong>. E esses aplicativos ter\u00e3o n\u00e3o apenas o conte\u00fado linear [grande de programa\u00e7\u00e3o convencional], mas tamb\u00e9m o conte\u00fado por demanda, ou seja, personificado. \u00c9 a mesma experi\u00eancia, por exemplo, que voc\u00ea tem no YouTube ou numa plataforma de<em>\u00a0streaming<\/em>&#8220;, acrescenta.<\/p>\n<p>Para viabilizar essa plataforma, segundo Marcelo Moreno, da UFJF, j\u00e1 est\u00e3o em andamento projetos entre academia e setor privado dedicados a criar aplicativos e ferramentas espec\u00edficas para a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, &#8220;garantindo que ela tamb\u00e9m tire proveito de funcionalidades avan\u00e7adas como personaliza\u00e7\u00e3o, interatividade e novos formatos audiovisuais&#8221;.<\/p>\n<h2>Principais desafios<\/h2>\n<p><strong>Dois desafios fundamentais da TV 3.0, no entanto, est\u00e3o relacionados aos custos de migra\u00e7\u00e3o, como licenciamento de tecnologia e aquisi\u00e7\u00e3o de transmissores, por parte das emissoras, e compra de conversores e receptores, por parte dos usu\u00e1rios<\/strong>. E tamb\u00e9m a universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 internet de qualidade, uma realidade ainda distante do conjunto da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/cetic.br\/pt\/noticia\/em-duas-decadas-proporcao-de-lares-urbanos-brasileiros-com-internet-passou-de-13-para-85-aponta-tic-domicilios-2024\/#:~:text=Segundo%20indicador%20de%20conectividade%20significativa%20criado%20pelo,no%20Brasil%20t%C3%AAm%20condi%C3%A7%C3%B5es%20satisfat%C3%B3rias%20de%20conectividade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">indicador de conectividade significativa<\/a>\u00a0criado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br),\u00a0que inclui fatores como custo e velocidade da conex\u00e3o, presen\u00e7a de banda larga fixa nos domic\u00edlios e acesso por m\u00faltiplos dispositivos, apenas 22% dos indiv\u00edduos com 10 anos ou mais no Brasil t\u00eam condi\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias de conectividade.<\/p>\n<p><strong>Em duas d\u00e9cadas, a propor\u00e7\u00e3o de lares urbanos brasileiros com Internet passou de 13% para 85%, mostra a\u00a0TIC Domic\u00edlios 2024 &#8211; cetic.br<\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o 73% dos indiv\u00edduos da classe A (mais rica), 33% dos habitantes da Regi\u00e3o Sul e 28% dos homens, mas apenas com 16% de\u00a0mulheres, 11% dos que vivem no Nordeste, e 3% dos indiv\u00edduos das classes DE (a mais pobre).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u00c9 a TV 3.0 que ser\u00e1 lan\u00e7ada nesta quarta-feira pelo governo. 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