Fim do auxílio emergencial afeta, principalmente, populações do Norte e Nordeste, afirma Confúcio Moura

O benefício movimentou substancialmente a economia, principalmente, no varejo, na compra de alimentos e também pequenas compras em materiais de construção.

Em entrevista à Rádio Senado nesta semana, o senador Confúcio Moura (MDB-RO), que presidiu a comissão mista do Congresso Nacional de acompanhamento da situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à emergência de saúde pública do coronavírus, afirmou que as regiões Norte e Nordeste serão as mais impactadas negativamente com o fim do auxílio emergencial.

De acordo com o parlamentar, o auxílio emergencial no Brasil teve um efeito extraordinário e beneficiou os seguimentos mais pobres, os chamados vulneráveis do país. Segundo ele, o benefício movimentou substancialmente a economia, principalmente no varejo, na compra de alimentos e também pequenas compras em materiais de construção.

O senador acredita que o encerramento do benefício no dia 31 de dezembro de 2020, irá afetar principalmente as regiões mais deprimidas economicamente. “Com a suspensão do auxilio, a gente retorna o grau original de pobreza e agravado com o possível comprometimento de famílias para a situação de miséria absoluta”, lamenta.

A recuperação da economia brasileira segundo o parlamentar, depende muito do desempenho da campanha de imunização, e que o Congresso também já está disposto a iniciar os trabalhos este ano criando e votando leis de responsabilidade social.  “A crise sanitária gera uma crise econômica, consequentemente, então nós estamos muito ansiosos, dispostos a encarar esse desafio, que é a criação de uma renda alternativa que ainda não está desenhada na cabeça do Governo, mas que já existem inúmeras iniciativas de senadores e deputados”, explicou.

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