Morre do coração Dom Moacyr Grechi

Morreu no início da noite de hoje, 17, aos 83 anos, o arcebispo emérito de Porto Velho Dom Moacyr Grechi Ele estava internado no Hospital 9 de Julho, na Capital. Ele sofria de inflamação no intestino (diverticulite). “Ele teve a primeira parada por volta das 15h de hoje (segunda-feira). Depois foi reanimado pelos médicos, mas voltou em estado grave. Agora a noite teve a segunda, mas não voltou”, explicou ao G1, a irmã Maria de Fátima, assessora do bispo. O primeira parada cardíaca foi à tarde.

O velório de Dom Moacyr acontece a partir das 6 horas da manhã, com missas de corpo presente às 8h, 12h e 18h15, na Catedral Sagrado Coração de Jesus e Missa das exéquias na quarta-feira às 9h, de onde o corpo sai para sepultamento.

Enterro de Dom Moacyr é nesta quarta-feira

Com trabalho social e religioso na Amazônia, ele foi nomeado bispo de Porto Velho em 1998, ficando até 2012. Grechi morava antes em Rio Branco. Confira as principais datas da vida do arcebispo.

Em 1949, ingressou no Seminário da Ordem dos Servos de Maria, em sua cidade natal.

Em 29 de julho de 1961, foi ordenado sacerdote.

Em 17 de julho de 1972, foi escolhido para ser bispo da diocese de Rio Branco pelo Papa Paulo VI.

Em 29 de julho de 1998, foi nomeado arcebispo de Porto Velho, tendo tomado posse em 8 de novembro de 1998. Aposentou aos 75 anos e foi substituído em 3 de março de 2012 por Dom Esmeraldo Barreto de Farias.

Foi um dos criadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e da Comissão Pastoral da Terra, entidade que presidiu por oito anos.

Destacou-se pela defesa dos indígenas, dos seringueiros e dos trabalhadores rurais. Lutou pela punição dos assassinos de Chico Mendes, que conheceu pela atuação nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s).

Fez denúncias contra Hildebrando Pascoal.

Como arcebispo de Porto Velho, contribuiu para a criação da Faculdade Católica de Rondônia, da Comissão Justiça e Paz de Rondônia e para o fortalecimento dos Centros Sociais da Arquidiocese. Teve como lema: “O último de todos e o servo de todos”.

Foi membro delegado pela CNBB da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho (Conferência de Aparecida), que aconteceu em maio de 2007, onde teve contato com Mário Jorge Bergóglio, então arcebispo de Buenos Aires, que futuramente seria o Papa Francisco.

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