Palhaçada demais no caso donadon

Palhaçada demais

A comissão de Constituição e Justiça da Câmara rejeitou recurso apresentado pelo deputado preso Natan Donadon (sem partido-RO) contra a cassação de seu mandato aprovada pelo Conselho de Ética da Casa. Com isso, o processo de perda de mandato segue para votação em plenário. Como o Congresso entra de recesso no fim da semana, o caso só deve ser votado em fevereiro. A análise da cassação, no entanto, será por voto aberto.

Uma sessão legal da Câmara Federal não cassou Donadon porque não quis. A Justiça não gostou do resultado e mandou anular a sessão. Agora, a própria Câmara que banir Donadon.  Se a sessão que manteve o mandato de Natan Donadon estava em ordem, a justiça não tinha nada que meter a colher no meio. Seria o mesmo que a justiça Mineira mandasse anular o jogo de ontem entre o Atlético contra o Casablanca só porque não gostou do resultado.

A Câmara, por sua vez, para dar alguma resposta à sociedade, tenta banir Donadon para tentar lavar uma honra sem pregas. Independente do resultado (que ao meu ver é estranho) Donadon não poderia ser mais cassado. A Câmara tem que assumir o que fez e engolir esse sapo. Aliás, nenhum parlamentar sente-se a vontade de votar pela cassação de um par, até mesmo a oposição, que para se mostrar, faz o maior barulho, mas se for algum amigo, no voto secreto, não pune o parceiro. É compreensivo, mas cheira a hipocrisia.

 

 

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