MDB aposta em Isaú para prefeito de Ji-Paraná

Pela primeira vez na história Política de Ji-Paraná o MDB aposta todas as fichas de que vai conseguir eleger um prefeito. O acordo político, que alicerçou essa possibilidade, aconteceu na última semana com a benção do presidente Regional do MDB de Rondônia, Tomás Correia, e do secretário-geral José Luiz Lenzi. Os dois, juntos com o presidente do diretório de Ji-Paraná, empresário Jônatas França, alinhavaram os detalhes de uma composição que recebeu de braços abertos o ingresso do ex-vereador Isaú Fonseca. Nesse encontro ficou definido a forma de composição política, inclusive, com possíveis nomes para vereador, e até mesmo, um nominata de notáveis que seria sondado para montar um staff de governo.
Na noite de ontem o diretória do MDB de Ji-Paraná se reuniu para formalizar o projeto Isaú 2020.

O partido, que deverá marcar até o fim deste ano um acontecimento político de filiações para fomentar a pré-candidatura de Isaú, não esconde que o vice-prefeito poderia sair de partidos como o PSDB ou o DEM.

Conjecturas
Os dois partidos – DEM e PSDB, conforme apurou a Folha de Rondônia News, fazem parte do mesmo grupo político e que tem à frente o senador Marcos Rogério (DEM-RO) e o presidente da Assembleia Legislativa Laerte Gomes (PSDB). O DEM tem como pre-candidato o presidente da Câmara Affonso Cândido. Já o PSDB cujo nome de Laerte era cogitado para prefeito, torna-se, agora, uma impossibilidade filosófica: até porque, com a decisão de ontem do TSE no qual ficou definido que candidaturas laranjas levam à cassação de toda a chapa, colocou o mandato de nove deputados estaduais de Rondônia em risco. Um deles, é Alex Redano (PRP). Se cassado, não poderá assumir a presidência da Assembléia Legislativa para o segundo Biênio. Isso abre caminho para Laerte Gomes tentar a reeleição da presidência da Casa.  Alguém acha que ele deixaria passar essa chance para ser prefeito de Ji-Paraná?

Obstáculos

Isaú Fonseca, que esteve afastado da política porque estava cumprindo inlegibilidade imposta pela Justiça Eleitoral, garante que não tem mais nada que lhe impeça ser candidato a prefeito. Disse que está confiante.

O nome do atual deputado estadual Cabo Jhony Paixão, que corre o risco de ficar sem o mandato no ano que vem, porque faz parte dos grupo dos nove parlamentares afetados pela decisão de ontem do TSE, terá como opção sair candidato a prefeito ou ser um opção para compor como vice. Essa hipótese também não é descartada pelo MDB.

História

A única vez que o MDB de Ji-Paraná chegou mais perto de eleger um prefeito foi em 1982, com José Viana. Ele foi o candidato a prefeito mais votado. Só não levou, porque naquela eleição, prevalecia a lei do voto vinculado: O partido podia lançar três candidatos a prefeito. A partido que obtivesse a maior soma do votos do três candidatos, elegia o prefeito. O MDB lançou só o José Viana, já, o partido que elegeu Roberto Jotão Geraldo a prefeito, o PDS, lançou três candidatos. Mesmo José Viana sendo mais votado do que o Jotão, não conseguiu derrotar a soma dos votos dos concorrentes, mas, foi por muito pouco. O então governador Jorge Teixeira de Oliveira, que apoiava os candidatos do PDS, ficou surpreendido com a performance do MDB ji-paranaense da época.

Da redação – Roberto Gutierrez

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