Na fase final da CPI, Marcos Rogério lamenta investigação superficial, tendenciosa e seletiva

Na fase final da CPI, Marcos Rogério lamenta investigação superficial, tendenciosa e seletiva

Segundo Marcos Rogério, o relator, antes mesmo de iniciar os trabalhos da CPI, já tinha um relatório pronto “debaixo do braço”.

No último dia de depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, o vice-líder do Governo no Congresso, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), voltou a dizer que o colegiado errou ao não investigar a verdade dos fatos, especialmente no que diz respeito aos recursos federais repassados a estados e municípios para o combate à pandemia. Pelo contrário, acrescentou o senador, o foco da CPI foi o de tentar, de todas as maneiras, imputar, sem sucesso, crimes ao presidente da República. Isso porque a CPI não encontrou comprovação alguma de desvio de um Real sequer dos cofres públicos.

“Foram seis meses de trabalho intenso, muitos embates e, a meu ver, o emprego de tempo com questões absolutamente inconclusivas. Lamento que esta CPI tenha se debruçado em uma investigação superficial e seletiva, com foco em atingir única e exclusivamente o presidente da República”, frisou. A Comissão Parlamentar ouviu, nesta terça (19/10), o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Elton da Silva Chaves.

Marcos Rogério criticou o fato de o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), antes mesmo de iniciar os trabalhos da CPI, já ter um relatório pronto “debaixo do braço”, sem a menor intenção de investigar se as mortes por covid-19 no país poderiam ter sido evitadas. “Não houve interesse de saber se teria sido possível reduzir o número de mortes no Brasil, caso a gestão dos recursos públicos tivesse sido investigada e se houvesse eficiência na gestão dos bilhões de Reais repassados para tratar os pacientes. Afinal, não foram poucos os pacientes que morreram por falta de UTI, em estados e municípios, aos quais foram destinados equipamentos e recursos”, afirmou.

O vice-líder voltou a questionar, por exemplo, o motivo de a oposição e dos senadores chamados “independentes” se recusarem a investigar os milhões de reais transferidos ao Consórcio Nordeste para a compra de respiradores, quando nenhum equipamento foi entregue. “Muitos morreram por falta de um respirador, quando um grande volume de recursos foi destinado para isso. Quantas mortes poderiam ter sido evitadas? A CPI, infelizmente, não se aprofundou nesta realidade vivida em todo país”, indignou-se.

Segundo Marcos Rogério, ao invés de uma investigação profunda, a Comissão limitou-se a criticar a prescrição de medicamentos, como ivermectina, cloroquina e azitromicina, por médicos a seus pacientes, desrespeitando, assim, a autonomia profissional. “A CPI focou nos medicamentos. Volto a dizer: não recomendo medicamento A ou B. Isso cabe ao médico. Isso está na relação de confiança entre médico e paciente. Mas os ‘pais da ciência’ desta CPI estão tentando acabar com essa relação, colocando doutores contra doutores. Isso não faz bem à medicina”, ressaltou o senador por Rondônia.

“Lamento, mais uma vez, que esta CPI não considerou a necessidade de uma investigação mais profunda em relação ao emprego dos recursos públicos destinados ao enfrentamento a pandemia. Mas o que de positivo ocorreu foi o Brasil assistir à probidade do governo na aplicação dos recursos. Não se encontrou um indício sequer de corrupção. Serviu para demonstrar que temos um governo federal sério, que não desvia recursos, cujo o sistema de controle interno e externo funciona”, concluiu Marcos Rogério.

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